Presidente da CPI do INSS rebate Moraes sobre vazamentos
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O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu nesta sexta-feira (6) a nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Em meio a uma disputa institucional sobre a origem de vazamentos, Viana afirmou que a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso envolvendo integrantes da Corte.

O caso ganhou destaque após revelações sobre trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado.

Contexto das mensagens trocadas

O ministro Alexandre de Moraes não nega que tenha conversado com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado. Naquele dia, o banqueiro foi preso pela primeira vez — na primeira fase da Operação Compliance Zero.

Pessoas ouvidas pelo Estadão confirmam que houve troca de mensagens entre ambos neste dia, com a comunicação ocorrendo pelo WhatsApp durante todo o período.

Método de comunicação sigilosa

Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso que só permite uma única visualização antes de apagar o arquivo.

A troca de mensagens se dava, portanto, com prints no modo visualização única.

Conteúdo das conversas revelado

Dados extraídos do celular do executivo indicam que ele prestava contas ao ministro sobre negociações de venda do banco. Além disso, as informações sugerem diálogos a respeito de um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

O Estadão confirmou com fontes ligadas ao caso que Vorcaro efetivamente trocou mensagens com Moraes naquele dia por meio de fotos de visualização única.

Evidências encontradas

Na extração de dados do celular do banqueiro, há sete imagens de rascunhos com mensagens sobre negociações do Master com o Banco Central.

Em alguns desses arquivos, o horário de criação é próximo ao horário de envio das mensagens de Vorcaro ao ministro.

Print com perguntas diretas

Um dos prints do bloco de anotações do celular de Vorcaro, registrado às 18h32, traz a pergunta: “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

O executivo acabou preso pela Polícia Federal por volta das 22h, antes de decolar rumo a Malta, de onde seguiria para Dubai.

Em 17 de novembro de 2025, o banqueiro foi preso pela PF pela primeira vez, marcando o início de uma série de investigações.

As informações sobre as conversas estavam sob a custódia da PF e foram compartilhadas com a CPI do INSS, conforme apurou a reportagem.

Investigação sobre a origem do vazamento

Nesta sexta-feira, o ministro André Mendonça determinou que a PF abra um inquérito para apurar a origem do vazamento de dados sigilosos de Vorcaro.

Carlos Viana também reagiu à decisão de Mendonça, relator do caso no STF, que determinou a abertura de investigação para apurar eventual vazamento de dados relacionados à CPI.

O senador afirmou receber a medida “com serenidade e respeito institucional”, mas ressaltou que o Congresso possui prerrogativas constitucionais próprias para conduzir investigações.

Essa postura reforça a tensão entre os Poderes em torno do acesso a informações sensíveis.

Posicionamento do presidente da CPI

Carlos Viana afirmou que a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso envolvendo integrantes da Corte, rebatendo diretamente a nota do STF.

Ele manteve o tom de defesa das atribuições do Legislativo, sem entrar em detalhes sobre como as informações chegaram à imprensa.

A fonte não detalhou os mecanismos internos de proteção de dados usados pela CPI.

Por outro lado, a determinação de Mendonça para investigar o vazamento indica que o Judiciário busca responsabilizar os envolvidos na divulgação não autorizada.

Próximos passos do caso

Com a abertura do inquérito pela Polícia Federal, o foco agora se volta para apurar como conversas sigilosas se tornaram públicas.

A CPI do INSS segue com suas investigações, enquanto o STF monitora o desdobramento das apurações sobre o vazamento.

O caso expõe desafios na governança de dados sensíveis entre instituições, especialmente quando envolvem figuras de alto escalão.

A serenidade anunciada por Viana contrasta com a movimentação judicial, sugerindo que o embate deve continuar nos próximos dias.

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