Iguatemi (IGTI11) lucra R$ 159 mi no 4T25
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A Iguatemi (IGTI11), empresa do setor de shoppings centers, divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025. O período foi marcado por um lucro líquido ajustado de R$ 159 milhões, enquanto as vendas totais apresentaram crescimento robusto, superando R$ 7,9 bilhões.

Os números revelam um cenário de desempenho operacional sólido, ainda que com nuances em diferentes indicadores de rentabilidade.

Resultado líquido e operacional

O lucro líquido ajustado da Iguatemi no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 159 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2024, esse valor representa um recuo de 3,2%.

Ebitda ajustado

O resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, atingiu R$ 325 milhões no trimestre. Esse indicador mostrou uma trajetória positiva, com alta de 3,0% na base anual, sinalizando eficiência nas operações principais da companhia.

Essa divergência entre o lucro líquido e o Ebitda ajustado aponta para fatores além da operação central que impactaram o resultado final.

Desempenho robusto das vendas

As vendas totais da Iguatemi no quarto trimestre de 2025 somaram R$ 7,9 bilhões. Esse montante representa um crescimento expressivo de 12,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Indicadores específicos de vendas

  • Vendas mesmas lojas: cresceram 5,9% na comparação anual.
  • Vendas mesmas áreas: avançaram 8,4% no mesmo período.

Esse movimento reflete uma recuperação do consumo nos shoppings administrados pela empresa, impulsionando a receita bruta, que atingiu R$ 482,5 milhões no trimestre, com alta de 12,2%.

A receita líquida ajustada, por sua vez, somou R$ 422,6 milhões, registrando crescimento de 12,6%.

Aluguéis em trajetória de alta

Os aluguéis mesmas lojas, um indicador-chave para a saúde financeira de empresas do ramo, subiram 6,6% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024.

Paralelamente, os aluguéis mesmas áreas aumentaram 5,9% na base anual. Esses avanços reforçam a solidez da operação de locação nos empreendimentos da Iguatemi, contribuindo para a geração de caixa.

O crescimento nos aluguéis está alinhado com o aumento das vendas, sugerindo que os lojistas estão conseguindo manter um bom nível de atividade.

Fluxo de caixa e alavancagem

O FFO ajustado, que mede o fluxo de caixa operacional, totalizou R$ 198,3 milhões no quarto trimestre. Esse valor representa um recuo de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Margem e alavancagem

  • Margem FFO ajustada: foi de 46,9%, indicando a parcela da receita que se converte em caixa operacional.
  • Dívida Líquida sobre Ebitda ajustado: a Iguatemi encerrou o trimestre com um indicador de 1,68 vez.

A fonte não detalhou, mas mencionou que, desconsiderando o impacto do ganho de capital com a venda do Market Place e do Galleria no segundo trimestre de 2025, esse indicador seria de 1,88 vez. Isso sugere que eventos não recorrentes influenciaram a posição de endividamento da empresa.

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