Petróleo sob geopolítica; acordos podem levar a recuo, diz Citi
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Geopolítica mantém pressão sobre o mercado de petróleo

O mercado de petróleo continua sob forte influência de fatores geopolíticos. Enquanto sanções ampliam a pressão, acordos diplomáticos podem abrir espaço para recuos nos preços, segundo análise do banco Citi.

Novas sanções da UE ampliam pressão sobre exportações russas

Na semana passada, a União Europeia propôs ampliar suas sanções contra a Rússia. A medida incluiria portos na Geórgia e na Indonésia que operam cargas de petróleo russo.

Será a primeira vez que o bloco miraria estruturas localizadas em países terceiros, segundo documento. A fonte não detalhou quando essas sanções poderiam entrar em vigor ou seu impacto imediato no fluxo global.

Preços voláteis em meio a tensões

Os futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 90 centavos, ou 1,33%, a US$ 68,65 o barril na segunda-feira (16). Os preços são impulsionados pelas tensões nas relações entre os EUA e o Irã, entre outros fatores.

A combinação de sanções e conflitos regionais mantém o mercado em alerta constante, com oscilações frequentes.

Acordos de paz como fator de alívio para os preços

Em contraste com as medidas restritivas, o banco Citi aponta um possível caminho para a redução das pressões. A instituição disse que acordos de paz entre Rússia e Ucrânia e redução da tensão com o Irã podem contribuir para a queda dos preços.

Projeções do Citi para o mercado

A hipótese básica do banco é que os acordos com o Irã e a Rússia-Ucrânia ocorram até o verão deste ano. Esses acordos podem contribuir para:

  • Queda nos preços para US$ 60-62/bbl Brent
  • Redução dos cracks do diesel e da gasolina em US$ 5-10 dólares

Essa perspectiva sugere um cenário de maior estabilidade, caso as negociações diplomáticas avancem.

Resposta da Opep+ em perspectiva

Enquanto isso, a organização Opep+ monitora de perto as condições do mercado. Se as interrupções no fornecimento russo mantiverem o Brent na faixa de US$ 65-70 por barril nos próximos meses, o Citi espera que a Opep+ responda aumentando a produção.

Preparação para o pico de demanda

A Opep+ está inclinada a retomar o aumento da produção de petróleo a partir de abril, disseram três fontes da organização. O grupo se prepara para o pico da demanda no verão, quando o consumo tradicionalmente aumenta.

Essa movimentação estratégica busca atender à demanda sazonal sem causar desequilíbrios significativos no mercado global.

China mantém compras estratégicas com desconto

Outro fator relevante no cenário atual é o papel da China. O Citi disse que o país tem comprado petróleo russo e iraniano com desconto em relação aos benchmarks globais.

Essa prática permite à China garantir suprimentos a custos reduzidos, aproveitando as sanções internacionais.

Estratégia de longo prazo

O Citi espera que a China continue comprando petróleo russo e iraniano com desconto em 2026, desde que as sanções permaneçam em vigor. Essa estratégia reforça a posição chinesa como um grande consumidor adaptável às restrições geopolíticas.

A fonte não detalhou os volumes exatos envolvidos nessas transações.

Mercado em busca de equilíbrio entre sanções e diplomacia

O panorama atual mostra um mercado de petróleo profundamente influenciado por decisões políticas e conflitos internacionais. De um lado, sanções e tensões elevam os preços e criam incertezas.

De outro, a possibilidade de acordos diplomáticos oferece esperança de alívio e estabilização.

Fatores decisivos para a trajetória futura

As projeções do Citi indicam que, se os acordos com o Irã e entre Rússia e Ucrânia se concretizarem, o mercado pode testemunhar uma correção significativa nos preços. No entanto, a implementação desses acordos e a resposta da Opep+ serão cruciais para determinar a trajetória futura.

Enquanto isso, players como a China continuam a ajustar suas estratégias de compra para navegar nesse ambiente complexo.

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