Itaú lucra R$ 12,6 bi no 3º tri com inadimplência estável
Crédito: neofeed.com.br
Crédito: <a href="https://neofeed.com.br/negocios/itau-entrega-balanco-como-sempre-lucro-de-r-126-bilhoes-e-inadimplencia-sob-controle/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">neofeed.com.br</a>

O Itaú Unibanco encerrou o terceiro trimestre de 2024 com lucro recorrente de R$ 12,61 bilhões, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira. O resultado representa alta de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado e avanço de 2,5% frente ao trimestre imediatamente anterior. O desempenho veio em linha com as projeções de analistas consultados pela Bloomberg, confirmando a resiliência do maior banco privado do país.

A rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE), alcançou 23,6%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, houve leve aumento; porém, em relação ao segundo trimestre deste ano, o indicador apresentou queda. A fonte não detalhou os motivos específicos dessa variação trimestral.

Expansão do crédito puxada pelo imobiliário

A carteira de crédito totalizou R$ 1,54 trilhão ao fim de setembro, com crescimento de 2,2% no trimestre e de 10,9% na comparação anual. O principal motor dessa expansão foi o crédito imobiliário, segmento em que o Itaú é o maior banco privado em participação de mercado. Nessa modalidade, o avanço foi de 4,4% no período.

Segundo o banco, o crescimento da carteira esteve concentrado em linhas com garantias e menor custo para os clientes. Essa estratégia reflete um ambiente de maior pressão para o crédito, no qual a instituição optou por priorizar operações mais seguras. A fonte não detalhou o desempenho de outras modalidades, como crédito pessoal ou capital de giro.

Inadimplência permanece em patamar controlado

Apesar do aumento nos atrasos em algumas carteiras, a inadimplência geral seguiu sob controle. O índice de operações com atraso superior a 90 dias ficou em 2,0% ao final de setembro. O banco não informou se houve variação em relação aos trimestres anteriores, mas destacou a estabilidade do indicador.

Esse patamar é considerado saudável para o perfil da carteira do Itaú, que concentra crédito com garantias. A fonte não detalhou a inadimplência por segmento, como pessoa física ou jurídica. A manutenção do índice em nível baixo reforça a qualidade dos ativos mesmo diante de juros elevados.

Custo do crédito supera projeção da Ativa

O custo do crédito somou R$ 10,4 bilhões no terceiro trimestre. Em termos anualizados, a relação entre esse custo e a carteira permaneceu estável em 2,7% na comparação com o trimestre anterior. O valor ficou acima da faixa projetada pela Ativa Investimentos, que esperava entre R$ 10 bilhões e R$ 10,3 bilhões.

No entanto, o montante não ultrapassou os R$ 10,5 bilhões que, segundo a Ativa, representariam um sinal de alerta maior. A fonte não detalhou a composição do custo do crédito, como provisões para devedores duvidosos ou recuperações. O patamar estável sugere que o banco mantém controle sobre o risco da carteira.

Revisão na projeção de alíquota efetiva

Junto com o balanço, o Itaú revisou para baixo sua projeção da alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social (IR/CS) para 2026. A estimativa passou de uma faixa entre 29,5% e 32,5% para 28% a 29%. A mudança reflete a alteração na trajetória esperada da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

Essa revisão pode impactar positivamente o lucro líquido futuro do banco, pois reduz a carga tributária projetada. A fonte não detalhou os efeitos quantitativos dessa mudança nas projeções de resultado. A TJLP é utilizada como referência em operações de financiamento de longo prazo, especialmente no crédito imobiliário e em linhas do BNDES.

Reação do mercado e desempenho das ações

Após a divulgação do balanço, os papéis do Itaú recuavam 1,67% no pós-mercado da Bolsa de Nova York (NYSE), cotados a US$ 7,05. Na B3, as ações preferenciais (ITUB4) fecharam em queda de 0,68%, a R$ 38,41. O movimento sugere que investidores avaliaram o resultado como dentro do esperado, sem surpresas positivas.

No acumulado do ano, os papéis registram queda de 1,89%, levando o valor de mercado da instituição a R$ 447,9 bilhões. A fonte não detalhou os motivos para o desempenho negativo das ações no ano, mas o cenário de juros altos no Brasil costuma pressionar múltiplos de bancos. Ainda assim, o Itaú segue como uma das maiores empresas listadas da B3.

Perspectivas para os próximos trimestres

O balanço do terceiro trimestre reforça a posição do Itaú como líder em rentabilidade entre os grandes bancos privados. A combinação de expansão da carteira com garantias, inadimplência controlada e custo de crédito estável indica uma gestão prudente em um ambiente econômico desafiador. A fonte não detalhou projeções para o quarto trimestre, mas a revisão da alíquota efetiva para 2026 pode beneficiar resultados futuros.

Analistas devem observar atentamente a evolução do crédito imobiliário, que tem sido o principal vetor de crescimento, e o comportamento da inadimplência diante da manutenção da taxa Selic em patamar elevado. A continuidade da expansão com qualidade de ativos será crucial para sustentar o ROAE em níveis acima de 20%.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
23 + = 24


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários