IA nas eleições: automatize dados e crie vídeos
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No mais recente episódio de “IA: Modo de Usar”, o professor Pedro Burgos demonstra como ferramentas avançadas de inteligência artificial, como Claude Code e Codex, podem ser aplicadas na análise de dados complexos das eleições. A proposta é oferecer um passo a passo para cruzar informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com redes sociais, gerar gráficos interativos e até produzir vídeos completos com narração automatizada por meio da plataforma ElevenLabs.

Burgos, que é professor do Insper e fundador da consultoria Co.Inteligência, alia sua formação em jornalismo e programação para ensinar métodos acessíveis de automação. A iniciativa busca capacitar profissionais e interessados a explorar dados eleitorais de forma mais eficiente e visual.

Quem é Pedro Burgos e sua trajetória

Pedro Burgos é jornalista com mestrado pela City University of New York e, desde 2016, combina comunicação e programação em projetos de impacto. Ele foi coordenador do núcleo de Inteligência de Dados do Insper e atualmente coordena a pós-graduação em Jornalismo de Dados na mesma instituição.

Além da atuação acadêmica, Burgos liderou o projeto Impacto.jor, financiado pelo Google News Initiative, que evidencia seu envolvimento prático com inovação em mídia. Sua consultoria, Co.Inteligência, reflete o foco em aplicar IA de forma estratégica em diferentes contextos.

Essa combinação de experiência acadêmica e prática embasa o conteúdo do episódio, que se propõe a traduzir conceitos técnicos em aplicações úteis para o público.

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Ferramentas de IA para análise eleitoral

O episódio destaca o uso de Claude Code e Codex, duas ferramentas que permitem automatizar a análise de grandes volumes de dados. Com elas, é possível processar informações do TSE, como resultados de votações, perfis de candidatos e estatísticas regionais, de maneira mais rápida do que métodos manuais.

Burgos ensina como essas plataformas podem ser configuradas para extrair padrões e gerar insights a partir de bases públicas. A integração com dados de redes sociais amplia a capacidade de entender tendências de engajamento e discussões em torno de candidatos e temas.

O passo a passo apresentado inclui desde a coleta dos dados até a visualização em gráficos interativos, que facilitam a interpretação por jornalistas, analistas e o público em geral.

Cruzando TSE com redes sociais

Um dos pontos centrais do método é o cruzamento de informações oficiais do TSE com dados provenientes de redes sociais. Essa abordagem permite, por exemplo, comparar o desempenho eleitoral com o volume de menções ou interações em plataformas digitais.

Burgos orienta como estruturar essa integração de forma ética e transparente, respeitando a privacidade e as políticas de uso das plataformas. O objetivo é gerar análises mais ricas sem recorrer a inferências não fundamentadas.

A técnica pode ser aplicada tanto em coberturas jornalísticas quanto em pesquisas acadêmicas, oferecendo uma visão mais ampla do cenário eleitoral.

Gerando gráficos interativos

Após o processamento dos dados, o episódio mostra como transformar números em visualizações interativas. Esses gráficos permitem que o usuário explore diferentes recortes, como por município, faixa etária ou gênero, dependendo da base utilizada.

Burgos ressalta a importância de escolher o tipo de gráfico adequado para cada dado, evitando distorções e facilitando a leitura. A automação reduz o tempo gasto em tarefas repetitivas, liberando o profissional para se concentrar na interpretação.

As ferramentas citadas geram códigos que podem ser ajustados conforme a necessidade, o que amplia a flexibilidade do processo.

Criando vídeos com narração automatizada

Outra aplicação demonstrada é a produção de vídeos completos com narração automatizada via ElevenLabs. A plataforma converte texto em áudio com vozes sintéticas de alta qualidade, permitindo criar conteúdos audiovisuais sem a necessidade de gravação em estúdio.

Burgos explica como integrar os gráficos gerados anteriormente a um roteiro narrado, resultando em peças que podem ser usadas em reportagens, redes sociais ou materiais educativos. O processo é descrito como acessível mesmo para quem não tem experiência avançada em edição de vídeo.

A automação da narração reduz custos e tempo de produção, tornando viável a criação de conteúdo em escala.

Aplicações práticas e cuidados

O episódio também aborda cuidados necessários ao usar IA em contextos eleitorais, como a verificação da acurácia dos dados e a transparência sobre o uso de ferramentas automatizadas. Burgos enfatiza que a tecnologia deve ser um apoio, não um substituto para a análise crítica.

Ele sugere que os usuários documentem as etapas do processo e validem os resultados com fontes oficiais, especialmente quando as informações forem publicadas. A ética no uso de dados públicos e a responsabilidade na divulgação são temas recorrentes na demonstração.

Para quem deseja se aprofundar, o conteúdo oferece uma base sólida para explorar outras possibilidades de automação em jornalismo de dados e comunicação.

A fonte não detalhou a duração do episódio nem a data exata de publicação, mas o material está disponível para consulta no canal ou plataforma onde “IA: Modo de Usar” é veiculado.

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