A Petrobras arrematou 21 blocos para exploração de petróleo e gás nos dois leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7). Pelas áreas, a companhia pagará R$ 3,22 bilhões em bônus de assinatura, valor que representa a maior parte dos recursos arrecadados pelo governo com os blocos exploratórios do regime de concessão. Ao todo, os dois leilões da ANP tiveram 56 blocos arrematados, com mais de R$ 3,5 bilhões em bônus de assinatura para a União.
Manhã teve disputa por áreas do pré-sal
Pela manhã, foram ofertados 13 blocos do pré-sal no regime de partilha, dos quais sete receberam propostas. O bônus de assinatura somou R$ 530,5 milhões, com ágio médio de 108%. A Petrobras levou dois desses blocos, ambos com 100% de participação e como operadora: Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos.
No regime de partilha, a União participa da produção e recebe uma parcela do óleo excedente, além do bônus de assinatura. A disputa pelas áreas do pré-sal reflete o interesse das petroleiras em reservas de alto potencial, mesmo diante dos riscos exploratórios. A estatal reforçou sua posição como principal operadora em águas ultraprofundas, conforme destacado em comunicado.
Vídeo: YouTube | Fonte: investnews.com.br
À tarde, concessão atraiu mais competidores
A Petrobras também esteve entre as empresas que arremataram áreas do segundo leilão do dia, realizado à tarde pelo regime de concessão. Nesse modelo, a empresa assume o risco da exploração e, se encontrar petróleo ou gás, fica com a produção, pagando ao governo tributos e participações previstas no contrato, como royalties. A escolha dos vencedores leva em conta o bônus de assinatura e o Programa Exploratório Mínimo (PEM), que estabelece as atividades que deverão ser realizadas na fase de exploração.
Dos 308 blocos exploratórios ofertados pela ANP, 49 foram arrematados, gerando mais de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura. O ágio médio foi de 3.511,27%, e estão previstos investimentos de R$ 1,58 bilhão na primeira fase dos contratos. A Petrobras, sozinha, arrematou 12 blocos na Bacia de Campos, todos com 100% de participação. O bônus de assinatura referente à parcela da estatal foi de R$ 2,97 bilhões.
Bônus total da estatal soma R$ 3,22 bilhões
Somados os dois leilões, os bônus de assinatura da Petrobras chegam a R$ 3,22 bilhões, referentes aos 21 blocos arrematados. A ANP também leiloou três áreas com acumulações marginais, que são campos ou áreas onde já existe conhecimento sobre a ocorrência de petróleo ou gás, mas com produção reduzida ou menor atratividade econômica. Essas áreas receberam bônus de R$ 1,6 milhão.
Segundo a Petrobras, a participação nos leilões está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia e busca contribuir para a recomposição de reservas. A estatal também destacou sua atuação como operadora em áreas de águas ultraprofundas. O arremate de um bloco, porém, não significa que exista uma reserva comercial comprovada no local. As empresas ganham o direito de explorar as áreas e assumem o risco de não encontrar petróleo ou gás em quantidade suficiente para viabilizar a produção.
O que vem depois do leilão
Após a assinatura dos contratos, as empresas deverão cumprir o Programa Exploratório Mínimo, que inclui atividades como sísmica, perfuração de poços e estudos geológicos. Os prazos e investimentos variam conforme o bloco e o regime contratual. No caso da Petrobras, a companhia não detalhou o cronograma de exploração das novas áreas, mas reforçou o compromisso com a disciplina de capital e a geração de valor.
Os leilões da ANP são uma das principais formas de atrair investimentos para o setor de óleo e gás no Brasil. A arrecadação com bônus de assinatura é receita não recorrente para a União, enquanto royalties e participações especiais geram fluxo contínuo ao longo da produção. Especialistas ouvidos pela reportagem não se manifestaram sobre os resultados específicos, mas o ágio elevado no regime de concessão indica forte competição por áreas em bacias maduras.
A Petrobras segue como protagonista nos leilões brasileiros, tanto no pré-sal quanto em áreas terrestres e de águas rasas. A estratégia da estatal, segundo comunicado, é focar em ativos de classe mundial e em parcerias que reduzam riscos e otimizem custos. A companhia não informou se buscará novos sócios para os blocos arrematados, mas a possibilidade de farm-out é comum no setor.
Com os resultados desta quarta-feira, a ANP reforça o calendário de rodadas de licitações, que inclui ainda oferta permanente e leilões de áreas com acumulações marginais. O próximo passo é a homologação dos resultados e a assinatura dos contratos, prevista para os próximos meses. A fonte não detalhou as datas exatas.
Fonte
- investnews.com.br
- SIGA NO GOOGLE (www.google.com)
- Abrir no YouTube (www.youtube.com)
- Spotify (open.spotify.com)
- Apple Podcasts (podcasts.apple.com)
