Uma advogada foi presa sob suspeita de desviar dinheiro de uma idosa, em um caso que veio à tona nesta sexta-feira (2). A prisão ocorreu após investigações que apontaram movimentações financeiras irregulares e a localização de objetos pertencentes à vítima no apartamento da suspeita. A fonte não detalhou o local exato da prisão nem o nome da advogada.
De acordo com as informações disponíveis, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no imóvel da profissional. No local, foram recolhidos equipamentos eletrônicos, joias e talheres banhados a ouro. Além do telefone, esses itens chamaram a atenção dos investigadores por possivelmente estarem relacionados ao caso.
Na delegacia, segundo a polícia, o filho da idosa reconheceu os talheres e um relógio como pertencentes à mãe. Os objetos já haviam sido descritos por ele em depoimento anterior. A fonte não detalhou o valor dos bens apreendidos, mas o reconhecimento reforçou a suspeita de que a advogada teria se apropriado indevidamente dos pertences.
Objetos da vítima são reconhecidos pelo filho
O reconhecimento dos talheres e do relógio pelo filho da idosa foi um dos pontos centrais da investigação. Segundo a polícia, o depoimento anterior já havia listado esses itens, o que permitiu a identificação imediata após a apreensão. A coincidência entre a descrição e os objetos encontrados fortaleceu a linha de investigação.
Além dos talheres e do relógio, as joias e os equipamentos eletrônicos recolhidos também podem estar ligados ao caso. A fonte não detalhou se outros pertences foram reconhecidos ou se havia mais itens de valor no apartamento. A perícia deverá analisar o material para confirmar a origem.
A apreensão desses bens sugere que a advogada teria mantido consigo objetos que não lhe pertenciam. O fato de o filho ter descrito os itens em depoimento anterior indica que a família já suspeitava do desaparecimento. A transição para as movimentações financeiras revela outro aspecto do caso.
Transferências e compras após a morte
Os investigadores também encontraram movimentações financeiras que teriam ocorrido depois da morte da mulher. Segundo a corporação, seis dias após o óbito houve uma transferência de dinheiro da conta da idosa para a advogada, seguida de um saque. A investigação também identificou compras feitas com o cartão da vítima no ano seguinte à morte.
A fonte não detalhou os valores envolvidos nessas transações. No entanto, a sequência de eventos — transferência, saque e compras posteriores — indica um possível uso indevido dos recursos da falecida. A polícia agora busca rastrear o destino do dinheiro e identificar se houve outras operações semelhantes.
O uso do cartão da vítima um ano após o óbito levanta questionamentos sobre como a advogada teria tido acesso a ele. A investigação deverá apurar se houve falsificação de documentos ou se a suspeita detinha procuração ou outro instrumento que lhe desse controle sobre as contas. A fonte não detalhou se a defesa da suspeita foi contatada.
Certidão de óbito e seguro de vida
O filho também informou que precisou obter uma segunda via da certidão de óbito para acionar o seguro de vida da mãe. Segundo ele, o documento só foi obtido em 2023. Os documentos originais foram localizados nesta sexta-feira (2) pelos policiais no apartamento da advogada.
A retenção da certidão original pode ter atrasado o acesso da família a direitos como o seguro de vida. O filho relatou a dificuldade em conseguir a segunda via, o que sugere que a advogada teria ocultado o documento. A localização dos originais no apartamento da suspeita reforça essa hipótese.
A fonte não detalhou se a defesa da suspeita foi contatada. O caso segue em investigação, e a advogada permanece à disposição da Justiça. A polícia deve concluir o inquérito nos próximos dias.
Próximos passos da investigação
A prisão da advogada é um desdobramento importante, mas a investigação ainda não foi encerrada. Os peritos analisarão os equipamentos eletrônicos e os objetos apreendidos para buscar mais evidências. A quebra de sigilo bancário e telefônico pode revelar outras transações irregulares.
A polícia também deverá ouvir testemunhas e a própria suspeita, se ela concordar em prestar depoimento. A fonte não detalhou se a defesa foi contatada, mas é esperado que a advogada apresente sua versão dos fatos. O Ministério Público acompanhará o caso para decidir sobre a denúncia.
Enquanto isso, a família da idosa aguarda a conclusão das apurações. O reconhecimento dos objetos e as movimentações financeiras após a morte são indícios fortes de desvio patrimonial. A Justiça avaliará se há elementos suficientes para uma condenação.
