A defesa da ex-deputada Carla Zambelli sustenta que o retorno ao Brasil representaria risco à vida da cliente. A afirmação consta nos esforços intensificados pelos advogados para barrar a extradição, enquanto o caso segue sem definição de prazos na Justiça italiana. Em julho, a Corte de Apelação de Roma anulou um pedido feito pelas autoridades judiciais brasileiras, mas determinou que ele fosse refeito na instância inferior, devolvendo a análise para uma etapa anterior e prolongando a permanência de Zambelli em território italiano.
Pedido anulado e devolvido à instância inferior
A decisão de julho não encerrou o caso, mas representou um revés processual para o pedido de extradição. A Justiça italiana anulou a solicitação original e ordenou que fosse refeita na instância inferior, com retorno à Corte de Apelação de Roma. Com isso, o processo ganhou nova etapa, e a ex-parlamentar segue em liberdade na Itália. A fonte não detalhou as próximas audiências ou etapas processuais, mas a expectativa é que a Corte reanalise o pedido após a refeitura determinada.
Enquanto isso, a defesa trabalha em duas frentes para reduzir o alcance das medidas contra Zambelli. A primeira é o próprio processo de extradição, que agora aguarda nova análise. A segunda envolve a retirada do nome dela da difusão vermelha da Interpol, mecanismo que permite a prisão preventiva para fins de extradição em diversos países. A atuação simultânea revela uma estratégia coordenada para enfraquecer a base que sustenta o pedido brasileiro.
Difusão vermelha é alvo da defesa
Os advogados de Zambelli tentam retirar o nome dela da lista internacional de procurados da Interpol. A inclusão nessa difusão vermelha é um dos mecanismos que permitem a prisão preventiva para fins de extradição em diversos países. Ao buscar a exclusão, a defesa pretende limitar a possibilidade de detenção fora do Brasil e dar fôlego ao processo. A fonte não detalhou o andamento desse pedido específico, mas confirmou que a estratégia está em curso.
A retirada da difusão vermelha poderia impactar diretamente a situação de Zambelli, que responde em liberdade enquanto aguarda a resolução do caso. A condição de liberdade, contudo, não afasta a possibilidade de novas medidas cautelares, especialmente se a difusão for mantida e outros países forem acionados. A defesa trabalha para evitar que a ex-deputada seja detida fora do Brasil e para reverter o quadro jurídico que a mantém na lista de procurados.
Revisões criminais como aposta processual
Além das frentes na Itália e na Interpol, a defesa aposta nas revisões criminais no Brasil. Esses instrumentos processuais permitem reexaminar decisões transitadas em julgado quando há vícios ou fatos novos. No caso de Zambelli, a tentativa é anular ou diminuir penas, o que poderia impactar diretamente o pedido de extradição, já que a gravidade das condenações é um dos critérios analisados pela Justiça italiana. A fonte não detalhou quais condenações são alvo das revisões, mas confirmou que a via está sendo utilizada.
A estratégia coordenada em múltiplas jurisdições indica um esforço para desmontar os fundamentos do pedido de extradição. Se as revisões criminais prosperarem, a base jurídica para a entrega de Zambelli ao Brasil pode ser enfraquecida. Enquanto isso, o processo na Itália segue sem definição de prazos, e a defesa intensifica os esforços para demonstrar que o retorno ao Brasil representaria risco à vida da cliente.
Sem prazos definidos para decisão
O caso segue sem definição de prazos, e a fonte não detalhou as próximas audiências ou etapas processuais. A expectativa é que a Corte de Apelação de Roma reanalise o pedido de extradição após a refeitura determinada em julho. Enquanto isso, a defesa de Zambelli intensifica os esforços para demonstrar que o retorno ao Brasil representaria risco à vida da cliente. A alegação de risco de vida é um dos argumentos centrais da defesa, mas a fonte não forneceu detalhes sobre as evidências apresentadas.
A permanência de Zambelli em território italiano é prolongada pela decisão de julho, que devolveu a análise para uma etapa anterior. A ex-deputada responde em liberdade, mas a possibilidade de novas medidas cautelares permanece, especialmente se a difusão vermelha for mantida. A defesa busca, portanto, enfraquecer a base que sustenta o pedido brasileiro e evitar a detenção em qualquer país.