Zverev vence US Open e conquista segundo Grand Slam
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Alexander Zverev, da Alemanha, conquistou neste domingo o US Open ao derrotar o norte-americano Ben Shelton em quatro sets no estádio Arthur Ashe. O triunfo rendeu ao tenista seu primeiro título neste torneio e o segundo troféu de Grand Slam da carreira. A vitória veio após uma campanha sólida, coroada com uma atuação consistente na decisão.

Zverev encerra espera de seis anos

Seis anos depois de deixar escapar uma vantagem de dois sets frente a Dominic Thiem no fim de 2020, o primeiro cabeça de série regressou a Nova Iorque e, desta vez, fechou a tarefa ao bater Shelton por 6-3, 7-6 (2), 5-7 e 6-2, no domingo. O placar refletiu o controle do alemão na maior parte do confronto, embora Shelton tenha reagido no terceiro set. A experiência de Zverev em finais anteriores mostrou-se decisiva nos momentos de pressão.

A final de 2020 permaneceu como uma sombra na trajetória do alemão em Flushing Meadows. Na ocasião, ele esteve muito próximo do título, mas viu a taça escapar de forma dramática. Agora, a conquista representa uma reviravolta emocional e esportiva para o tenista, que consolidou sua posição entre os principais nomes do circuito.

Shelton busca feito inédito

Shelton tentava tornar-se no primeiro norte-americano a vencer o título desde que Andy Roddick ganhou em Flushing Meadows, em 2003, e também no primeiro jogador negro a conquistar a coroa masculina desde Arthur Ashe, em 1968. O jovem tenista carregava a expectativa de encerrar um longo jejum do tênis local em casa. Apesar da derrota, sua campanha foi marcada por atuações memoráveis e pela quebra de barreiras geracionais.

O norte-americano já tinha eliminado o campeão em título ao bater o segundo cabeça de série, Alcaraz, num encontro dos quartos de final de cinco sets que terminou às 3h33, o final mais tardio da história do US Open. Essa vitória épica elevou as esperanças de que ele pudesse repetir o feito na decisão. No entanto, Zverev impôs seu ritmo e neutralizou as investidas do adversário.

Premiação histórica e números da campanha

Zverev passou a registar 25 vitórias e duas derrotas este ano e arrecadou 5,5 milhões de dólares, igualando o prémio recebido no sábado pela campeã feminina, Elena Rybakina, o mais elevado da história dos torneios do Grand Slam. O valor reflete a política de premiação igualitária adotada pelo torneio. Além do aspecto financeiro, a campanha do alemão reforçou sua regularidade ao longo da temporada.

O oitavo cabeça de série passou a ter um registo de 0-6 no confronto direto com Zverev, tendo vencido um set este domingo apenas pela segunda vez. O retrospecto evidencia a dificuldade de Shelton diante do estilo de jogo do alemão. Mesmo assim, o norte-americano mostrou evolução e capacidade de competir em alto nível contra os melhores do mundo.

O fantasma de 2020 superado

Acreditava que este título chegaria em 2020 e admite ainda hoje que assim devia ter sido. Na altura, ganhou os dois primeiros sets a Dominic Thiem e ficou a dois pontos da vitória, antes de se tornar no primeiro jogador desde 1949 a desperdiçar uma vantagem de dois sets e perder uma final. Essa derrota marcou profundamente a carreira de Zverev, que precisou de tempo para se reerguer emocionalmente.

O triunfo atual não apaga o passado, mas oferece uma nova narrativa para o alemão em Nova Iorque. A consistência demonstrada ao longo do torneio, especialmente nos momentos decisivos, contrasta com a fragilidade exibida anos antes. A final contra Shelton serviu como prova de amadurecimento mental e técnico.

Campanha de Shelton fica na história

Mas falhou no domingo a tentativa de se tornar no primeiro jogador desde 1975 a derrotar os primeiros dois cabeças de série a caminho do título em Flushing Meadows. Apesar do revés, Shelton deixou sua marca no torneio com vitórias expressivas e um estilo de jogo agressivo que empolgou o público. Sua trajetória indica que ele pode ser um protagonista em edições futuras.

A derrota na final não diminui o impacto de sua campanha. O norte-americano mostrou personalidade ao superar adversários de elite e ao levar a decisão para quatro sets. A experiência adquirida em quadra deve contribuir para seu desenvolvimento nos próximos anos.

O caminho até a taça

Ao longo do torneio, Zverev demonstrou regularidade e eficiência nos momentos-chave. Sua capacidade de variar o jogo e manter a calma sob pressão foi fundamental para superar adversários de diferentes estilos. O título em Nova Iorque consolida sua posição entre os grandes nomes da atualidade.

Shelton, por sua vez, surpreendeu pela maturidade tática e pela potência de seu saque. Mesmo diante de um adversário mais experiente, conseguiu impor dificuldades e arrancar um set. O confronto direto entre os dois tenistas mostrou um equilíbrio que pode se repetir em futuras decisões.

Impacto no ranking e legado

A conquista do US Open deve impulsionar Zverev nas classificações mundiais e reforçar sua confiança para os próximos desafios. O alemão já havia demonstrado capacidade de vencer grandes torneios, mas faltava um título de Grand Slam em quadra dura. A vitória em Nova Iorque preenche essa lacuna e amplia seu legado no esporte.

Para Shelton, a final representa um marco em sua jovem carreira. O norte-americano provou que pode competir de igual para igual com os melhores do mundo. Sua evolução ao longo do torneio sugere que ele será um nome a ser observado nas próximas temporadas.

Reações e expectativas futuras

Após a partida, Zverev destacou a importância de superar a derrota de 2020 e agradeceu o apoio da equipe. O alemão enfatizou o trabalho mental realizado nos últimos anos como fator decisivo para a conquista. A torcida presente no Arthur Ashe reconheceu o esforço de ambos os finalistas com aplausos.

Shelton, por sua vez, mostrou-se orgulhoso de sua campanha e prometeu voltar mais forte. O norte-americano ressaltou o aprendizado obtido em quadra e a motivação para buscar novos títulos. A rivalidade entre os dois tenistas pode render confrontos memoráveis no futuro.

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