Carteira de dividendos de setembro: Rico remove Vale e Itaú
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A Rico anunciou duas alterações em sua carteira recomendada de dividendos para setembro. A corretora retirou Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) do portfólio e incluiu Iguatemi (IGTI11) e Localiza (RENT3). As mudanças refletem principalmente a redução do dividend yield esperado e a piora nas expectativas dos analistas para os papéis que deixaram a seleção.

Segundo a Rico, a saída da Vale e do Itaú também teve como objetivo promover um maior equilíbrio na estratégia de seleção da carteira. A decisão foi baseada em uma metodologia quantitativa que considera o dividend yield estimado para o fim do ano, as perspectivas de crescimento apontadas por analistas e a permanência do papel nas últimas seis publicações da carteira.

A carteira é formada por dez ações, todas com peso de 10%. Com as mudanças, o portfólio passou a ser composto por: Iguatemi (IGTI11), Localiza (RENT3), e outras oito ações que não foram detalhadas no relatório. A corretora destaca que a seleção mantém exposição relevante a setores como construção civil, petróleo, bancos, propriedades e transporte.

Por que Vale e Itaú saíram

A Vale deixa a carteira após apresentar dividend yield esperado menor e uma deterioração nas expectativas dos analistas, segundo os dados utilizados pela Rico. A mesma lógica foi aplicada ao Itaú Unibanco. A saída dos dois papéis também teve como objetivo promover um maior equilíbrio na estratégia de seleção da carteira.

Apesar da retirada, os dois ativos tiveram fizeram a lição de casa. Até 31 de agosto, a Vale acumulava alta de 24% desde sua entrada, em dezembro de 2025, enquanto o Itaú Unibanco avançava 19,8% desde julho de 2025. No mês de agosto, porém, os dois papéis recuaram: 4,9% no caso da Vale e 7,8% no Itaú.

A corretora não detalhou os números exatos do dividend yield esperado para Vale e Itaú, mas indicou que a redução foi um fator determinante para a exclusão. A metodologia da carteira prioriza ativos com maior potencial de retorno via dividendos e com melhores perspectivas de crescimento.

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Novas entradas: Iguatemi e Localiza

A entrada de Iguatemi e Localiza ocorreu diante do dividend yield considerado atrativo e da melhora nas projeções dos analistas, de acordo com dados da LSEG. A estimativa de dividend yield para 2026 é de 5,6% para Iguatemi e 7,6% para Localiza.

A Iguatemi atua no setor de shopping centers e propriedades, enquanto a Localiza é uma empresa de locação de veículos e gestão de frotas. Ambas passaram a integrar a carteira com peso de 10% cada, seguindo a regra de distribuição igualitária do portfólio.

A Rico destaca o dividend yield atrativo e a melhora nas expectativas dos analistas como os principais motivos para as inclusões. A corretora não forneceu detalhes adicionais sobre as projeções de crescimento para as duas empresas, mas ressaltou que os dados são estimativas do consenso de mercado.

Metodologia da carteira

A carteira de dividendos da Rico utiliza uma metodologia quantitativa, com critérios objetivos para seleção dos ativos. Entre os critérios estão o dividend yield estimado para o fim do ano, as perspectivas de crescimento apontadas por analistas e a permanência do papel nas últimas seis publicações da carteira, como forma de avaliar a consistência na distribuição de rendimentos.

Cada ação tem peso fixo de 10%, totalizando dez ativos. A revisão é mensal, e as alterações são feitas conforme os dados mais recentes de mercado. A corretora busca manter uma carteira diversificada, com exposição a diferentes setores da economia.

Os dados de dividend yield para 2026 são estimativas do consenso de mercado, conforme informado pela Rico. A metodologia não considera apenas o retorno passado, mas também as expectativas futuras para os papéis.

Desempenho histórico da carteira

A carteira de dividendos da Rico acumula retorno de 160,3% desde sua primeira publicação, em 31 de março de 2022, contra alta de 47,8% do Ibovespa no mesmo período, segundo o relatório. O desempenho de longo prazo mostra uma vantagem significativa em relação ao principal índice da bolsa brasileira.

Em 2026, até o fim de agosto, a carteira acumulava alta de 5,3%, enquanto o Ibovespa avançava 10,1%. Nos últimos 12 meses, o portfólio apresentava retorno de 15,9%, ante 25,5% do principal índice da bolsa brasileira. Os números indicam que, no curto prazo, a carteira ficou abaixo do Ibovespa, mas no acumulado desde 2022 o desempenho é superior.

A Rico não comentou sobre as razões para o desempenho recente abaixo do índice, mas os dados são apresentados no relatório mensal da corretora. A carteira é voltada para investidores que buscam renda passiva por meio de dividendos.

Composição setorial e diversificação

Com as alterações, o portfólio mantém exposição relevante a setores como construção civil, petróleo, bancos, propriedades e transporte. A inclusão de Iguatemi reforça a presença no setor de propriedades, enquanto a Localiza amplia a exposição ao setor de transporte.

A saída de Vale e Itaú reduz a participação dos setores de mineração e bancos, respectivamente. No entanto, a carteira ainda mantém outros ativos desses setores, conforme a composição divulgada. A Rico não detalhou os nomes das demais ações que compõem o portfólio.

A diversificação setorial é um dos pilares da metodologia, buscando reduzir riscos e aproveitar oportunidades em diferentes segmentos da economia. A corretora ajusta a carteira mensalmente para refletir as mudanças nas expectativas de dividendos e nas projeções dos analistas.

Perspectivas para setembro

Para setembro, a carteira de dividendos da Rico passa a contar com Iguatemi e Localiza, em substituição a Vale e Itaú. As mudanças foram baseadas em critérios quantitativos e visam otimizar o retorno via dividendos para os investidores.

A corretora não forneceu projeções específicas para o desempenho futuro da carteira, mas destacou que a seleção é revisada mensalmente. Os investidores podem acompanhar as atualizações no relatório divulgado pela Rico.

O foco da carteira é a geração de renda passiva, com base em empresas que apresentam bom histórico e expectativa de pagamento de dividendos. A metodologia busca equilibrar o dividend yield com o potencial de crescimento dos papéis.

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