O bitcoin (BTC) opera em alta neste sábado (5) e volta a se aproximar da marca de US$ 80 mil, após uma sessão negativa para as bolsas dos Estados Unidos. Por volta das 11h30 (horário de Brasília), o maior criptoativo do mundo era negociado a US$ 79.754,09, com valorização de 0,5% nas últimas 24 horas. No acumulado de sete dias, o bitcoin sobe 2,6%.
Desempenho do BTC e dados de mercado
A capitalização de mercado do BTC alcança US$ 1,60 trilhão, enquanto o volume negociado nas últimas 24 horas soma US$ 19,4 bilhões, segundo dados do CoinGecko. Esses números refletem a resiliência do ativo mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador. A proximidade dos US$ 80 mil mantém os investidores atentos aos próximos movimentos.
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Contexto macroeconômico pressiona ativos de risco
Na sexta-feira (4), as bolsas de Nova York fecharam pressionadas após o relatório de empregos dos Estados Unidos mostrar a criação de 162 mil vagas em agosto, bem acima das 55 mil esperadas pelo mercado. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%. O resultado reforçou a percepção de que a economia norte-americana segue aquecida e elevou as apostas de que o Federal Reserve poderá subir os juros em setembro.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma alta avançou de 50,4% para 58%. Com isso, o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos ganharam força. Os juros dos Treasuries de dois anos, mais sensíveis às expectativas para a política monetária, atingiram o maior nível desde janeiro de 2025.
Tensões geopolíticas e impacto no petróleo
O mercado também acompanhou a escalada das tensões no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderia atacar em breve a Montanha Pickaxe, no Irã. Em meio ao aumento dos riscos geopolíticos, o petróleo Brent fechou em alta de 0,80%, a US$ 96,28 o barril. Esse cenário adiciona incerteza aos mercados globais, mas o bitcoin tem mostrado comportamento relativamente independente.
Análise técnica do BTG Pactual
Segundo análise do BTG Pactual, o bitcoin encontrou dificuldades para avançar após alcançar a faixa entre US$ 81 mil e US$ 82 mil. Apesar da perda de força, o banco avalia que a estrutura de curto prazo continua favorável aos compradores. O próximo nível decisivo está em US$ 83 mil. Caso rompa essa barreira de forma consistente, o bitcoin pode recuperar o impulso e abrir caminho para uma alta em direção aos US$ 100 mil.
Se não conseguir superar esse patamar, porém, a criptomoeda poderá continuar andando de lado ou devolver parte dos ganhos recentes. Na ponta negativa, o primeiro suporte relevante está próximo de US$ 75,4 mil, onde passa a média móvel de 21 dias. Em uma correção mais intensa, a região entre US$ 68,8 mil e US$ 69,6 mil aparece como a próxima faixa importante de sustentação.
Os investidores seguem monitorando de perto o comportamento do BTC diante dos níveis técnicos e do noticiário macroeconômico. A combinação de dados de emprego fortes, expectativa de juros mais altos e tensões geopolíticas cria um pano de fundo volátil para os criptoativos.
Fonte
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