Taesa TAEE11 prevê desalavancagem e novos investimentos
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A Taesa (TAEE11) vive um forte ciclo de investimentos em 2026 e já vislumbra um horizonte de desalavancagem que pode abrir espaço para novos aportes a partir de 2027. A informação foi divulgada pela CFO da companhia, Catia Pereira, durante teleconferência de resultados. Segundo a executiva, apesar do avanço esperado, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda, não deve permanecer elevada por muito tempo.

Alavancagem deve ceder nos próximos anos

Vale lembrar que a Taesa reportou um índice de 4,2 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda no segundo trimestre de 2026. O número reflete o atual momento de investimentos intensos, mas a expectativa da administração é de redução gradual. A CFO reforçou que a companhia mantém sua posição de forte pagadora de dividendos, o que deve continuar mesmo durante o ciclo de desalavancagem.

Na empreitada de equilibrar investimentos e retorno aos acionistas, a executiva destacou o compromisso com a remuneração. A transição para um patamar de endividamento mais confortável é vista como um passo natural após a conclusão dos projetos em andamento. A fonte não detalhou projeções numéricas para a alavancagem futura.

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Três avenidas de crescimento no radar

A Taesa tem no radar três avenidas de crescimento: leilões, aquisições e reforços e melhorias. De acordo com a administração, os leilões são avaliados de acordo com eficiência e sinergias, sob a ótica da capacidade financeira da companhia. O executivo reforçou que, no caso da aquisição dos ativos, tratou-se de uma oportunidade, e não um descarte da atratividade dos leilões.

Essa estratégia diversificada permite à transmissora avaliar diferentes formas de expansão, sempre considerando a disciplina de capital. A fonte não detalhou quais ativos ou leilões específicos estão sendo analisados. A companhia segue atenta às oportunidades que possam gerar valor no longo prazo.

El Niño exige investimentos em resiliência

O El Niño, fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, está no radar da Taesa. A companhia comprou duas novas torres de emergência, com investimento de aproximadamente R$ 5 milhões. Além disso, a administração estima ter direcionado aproximadamente R$ 15 milhões nos últimos dois anos para iniciativas relacionadas à resiliência climática.

Esse recurso entra no plano de manutenção da companhia, sem configurar um investimento adicional, conforme falas da CFO da Taesa. A empresa busca se antecipar aos impactos de eventos severos, especialmente em regiões vulneráveis. A fonte não detalhou a localização das novas torres.

Monitoramento climático e planos de contingência

Segundo Luis Alves, diretor técnico da transmissora, o fenômeno reforça um movimento já observado e aguardado de mudanças climáticas. A empresa mapeia e monitora vendavais que devem impactar a região Sul do país, enquanto o Norte e Nordeste é afetado por queimadas. Como medidas, realizam predição a partir de informações recebidas por empresas meteorológicas, além da implementação de ferramentas próprias para esse acompanhamento.

O tema está constantemente no radar da companhia dada a presença em grande parte do território nacional. Cabe destacar que a Taesa conta com 16.600 km em linhas de transmissão espalhados por 19 unidades da Federação. A capilaridade da rede exige uma abordagem regionalizada para gestão de riscos climáticos.

Custo de infraestrutura superdimensionada entra no debate

A criação de estruturas capazes de suportar eventos climáticos severos, no entanto, passa por uma questão maior. Segundo o CEO, o Brasil precisa ponderar o quanto está disposto a pagar por isso. Isso porque é possível criar torres que suportem rajadas de vento mais fortes, mas que custa mais para a criação de uma infraestrutura superdimensionada.

Por ora, a estratégia é se preparar, com apoio de monitoramento meteorológico, investimentos em manutenção, planos de contingência e estruturas de emergência. A companhia busca equilibrar robustez e eficiência de custos, sem comprometer a segurança do sistema. A fonte não detalhou se há estudos para alteração das especificações técnicas das torres.

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