A pesquisa Futura/Apex divulgada nesta quinta-feira (3) revela o cenário eleitoral para a presidência da República em 2026. No principal cenário de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança, com 38,7% das intenções de voto. Em segundo lugar está Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 33,6%. Os números indicam uma disputa acirrada, com diferença de 5,1 pontos percentuais entre os dois primeiros colocados.
O levantamento também testou um cenário com 11 nomes, no qual outros pré-candidatos pontuam de forma mais modesta. Ronaldo Caiado (PSD) registra 3,5%, Renan Santos (Missão) tem 2,8%, Pablo Marçal (PRTB) alcança 2,7% e Romeu Zema (Novo) fica com 1,6%. Outros candidatos somam 1,1%. Além disso, 4,1% dos entrevistados não souberam ou não responderam, e 2% declararam intenção de votar em branco, em ninguém ou anular o voto.
A pesquisa apontou também a manutenção do empate técnico em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O atual presidente recuou de 46,3% para 45,6% das intenções de voto entre junho e julho, e o senador caiu de 46,2% para 45,2%. A margem de erro, não detalhada pela fonte, é fundamental para interpretar esse empate.
Em outros cenários de segundo turno, Lula venceria Romeu Zema por 46,7% a 38,5%, uma diferença de 8,2 pontos percentuais. Contra Ronaldo Caiado, o petista empataria tecnicamente, com 44,4% contra 42,5%. Já diante de Renan Santos, Lula teria 46,6% contra 36,6%, uma vantagem de 10 pontos percentuais.
Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro lidera a rejeição com 48%, seguido por Lula, com 46,8%, e Pablo Marçal, com 17,3%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, Lula tem 38,7%, Flávio Bolsonaro, 33%, e Augusto Cury, 7,9%. A fonte não detalhou a margem de erro nem o período de coleta dos dados.
Lula lidera primeiro turno
No principal cenário de primeiro turno, Lula registra 38,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33,6%. A diferença entre os dois é de 5,1 pontos percentuais, o que indica uma vantagem para o atual presidente, mas ainda distante de uma definição antecipada. A pesquisa não informa se essa diferença está dentro da margem de erro, o que poderia caracterizar um empate técnico.
O cenário com 11 nomes mostra a fragmentação do eleitorado entre os demais concorrentes. Ronaldo Caiado, com 3,5%, e Renan Santos, com 2,8%, aparecem em patamares semelhantes, enquanto Pablo Marçal, com 2,7%, e Romeu Zema, com 1,6%, completam o grupo. A soma dos votos em outros candidatos chega a 1,1%, e os indecisos ou que não responderam somam 4,1%. Brancos e nulos representam 2%.
Essa distribuição sugere que, por ora, a disputa se concentra entre Lula e Flávio Bolsonaro, com os demais nomes ainda buscando espaço. A pesquisa não detalha a evolução desses números em relação a levantamentos anteriores, o que limita a análise de tendências.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
Segundo turno indefinido
No eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o empate técnico se mantém. Lula passou de 46,3% em junho para 45,6% em julho, uma queda de 0,7 ponto percentual. Flávio Bolsonaro, por sua vez, recuou de 46,2% para 45,2%, variação de 1 ponto percentual. A diferença entre eles é de apenas 0,4 ponto percentual, o que reforça a indefinição.
A pesquisa não informa a margem de erro, mas a proximidade dos números indica que qualquer um dos dois poderia vencer. Esse cenário reflete a polarização observada nas últimas eleições e sugere que a campanha de 2026 poderá ser decidida nos detalhes.
Em outros confrontos de segundo turno, Lula teria desempenho variado. Contra Romeu Zema, venceria por 46,7% a 38,5%. Contra Ronaldo Caiado, o resultado seria um empate técnico: 44,4% a 42,5%. Já contra Renan Santos, a vitória seria mais folgada: 46,6% a 36,6%. Esses números mostram que o petista teria mais dificuldade contra candidatos de centro-direita, como Caiado, do que contra nomes menos conhecidos.
Rejeição e voto espontâneo
A rejeição é um fator relevante na disputa. Flávio Bolsonaro lidera esse indicador, com 48% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece logo atrás, com 46,8%, uma diferença de apenas 1,2 ponto percentual. Pablo Marçal, com 17,3%, tem rejeição bem menor, mas ainda significativa para um candidato com baixa intenção de voto.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores citam seus candidatos sem uma lista prévia, Lula mantém 38,7%, o mesmo percentual do cenário estimulado. Flávio Bolsonaro tem 33%, ligeiramente abaixo dos 33,6% do cenário principal. Augusto Cury, que não aparece no cenário estimulado de 11 nomes, surge com 7,9% na espontânea, indicando uma base de apoio não captada nos outros formatos.
Esses dados revelam que a rejeição elevada de Lula e Flávio Bolsonaro pode limitar o crescimento de ambos, abrindo espaço para candidatos menos conhecidos, como Augusto Cury, que já aparece na pesquisa espontânea. A fonte não detalhou a metodologia da pesquisa espontânea nem o perfil dos entrevistados.
Metodologia e limitações
A pesquisa Futura/Apex não teve sua metodologia detalhada nas informações divulgadas. Não foram informados o número de entrevistados, a margem de erro, o período de coleta nem a forma de aplicação dos questionários. Esses dados são essenciais para avaliar a confiabilidade dos resultados e comparar com outros levantamentos.
Além disso, a fonte não detalhou se os cenários testados incluíram todos os pré-candidatos anunciados ou se houve variações regionais. A ausência dessas informações impede uma análise mais aprofundada sobre a representatividade da amostra e possíveis vieses.
Ainda assim, os números apresentados indicam um cenário competitivo, com Lula e Flávio Bolsonaro como principais protagonistas, mas com espaço para mudanças até 2026. A pesquisa serve como um retrato do momento, sujeito a alterações conforme a campanha avança.
Fonte
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