Ibovespa sobe 3% e engata 11ª alta
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O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quarta-feira (2) com forte alta de 3,05%, aos 185.205,09 pontos, completando a 11ª sessão consecutiva de ganhos e atingindo o maior nível em quatro meses. Durante o pregão, o principal índice da bolsa brasileira chegou a superar os 186 mil pontos, no maior patamar desde maio. O dólar à vista, por sua vez, recuou 0,92%, fechando a R$ 5,1084.

O movimento foi impulsionado pelo chamado ‘trade eleitoral’, após a divulgação da pesquisa Quaest para a Presidência da República. O levantamento mostrou acirramento na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), reforçando a aposta dos investidores em uma troca de governo em 2027.

Pesquisa Quaest acirra disputa e anima mercado

A redução da vantagem do petista sobre o senador foi interpretada pelo mercado como um sinal de possível mudança na condução econômica. Investidores associam uma eventual troca de governo a maior disciplina fiscal e controle dos gastos públicos. “O movimento é relevante, já que uma parcela de investidores enxerga uma eventual troca de governo como um possível sinal de uma política econômica mais ortodoxa”, avalia Marcos Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital.

Além do cenário eleitoral, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1. A medida também repercutiu entre os agentes financeiros, embora o foco principal tenha sido o noticiário político.

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Altas generalizadas e poucas quedas no Ibovespa

A forte alta do Ibovespa foi quase generalizada: apenas três ações fecharam em queda. Cosan (CSAN3) recuou 4,53% (R$ 3,79); Rumo (RAIL3) teve baixa de 4,18% (R$ 14,66); e Totvs (TOTS3) caiu 0,71% (R$ 34,74). O ‘trade eleitoral’ beneficiou as ações cíclicas, com forte alívio na curva de juros nas taxas intermediárias e longas.

Com isso, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) lideraram os ganhos do Ibovespa, com salto de 16,88% (R$ 5,40). Os papéis da varejista também ganharam fôlego com o anúncio de parceria da empresa com o Mercado Livre (MELI34).

Bancos e blue chips impulsionam o índice

Outro beneficiado pelo cenário eleitoral foi o Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 5,50% (R$ 22,26). Com a disparada, o setor de bancos também subiu: o Índice Financeiro (IFNC) teve alta de 3,42%. Entre as blue chips, Petrobras (PETR4; PETR3) avançou pelo quinto dia consecutivo, com apoio do petróleo e fluxo de capital estrangeiro. PETR3 subiu 2,23% (R$ 53,54) e PETR4 registrou avanço de 2,84% (R$ 48,20).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, teve ganho de 3,19% (R$ 80,80). Vale, Petrobras e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa, o que amplifica o impacto positivo dessas ações no desempenho do índice.

Exterior: Wall Street sobe, Europa e Ásia caem

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street encerraram o pregão em alta, interrompendo a sequência de quatro quedas consecutivas, com alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro e dados mais fracos do mercado de trabalho no setor privado. O Dow Jones subiu 0,56%, aos 53.061,95 pontos. O mercado seguiu à espera do relatório oficial de empregos, o payroll, de agosto, que deve ser divulgado na próxima sexta-feira (4).

Na Europa, os mercados fecharam em queda com a escalada de tensões no Oriente Médio e preocupações sobre o impacto dos preços do petróleo na inflação global. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,24%, aos 645,91 pontos. Na Ásia, os índices também terminaram no vermelho: o Nikkei, do Japão, caiu 2,85%, aos 64.325,64 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,07%, aos 25.311,21 pontos.

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