Agro Times: destaques do campo e análises
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O agronegócio brasileiro segue no radar de investidores e analistas, com uma série de recomendações e movimentações corporativas que chamam a atenção. O Santander reiterou a compra de 3tentos (TTEN3) e MBRF (MBRF3), com potencial de valorização de até 151%. O Bank of America, por sua vez, acredita que o “fundo do poço” da celulose está próximo e elevou a Suzano (SUZB3) para compra.

Embora o Santander mantenha recomendação de compra para 3tentos e MBRF, o cenário ainda está longe de representar um otimismo generalizado. A revisão ocorre após o Itaú BBA reduzir sua projeção para o preço líquido médio da celulose de fibra curta na China em 2027. Ainda assim, os bancos enxergam oportunidades pontuais em meio a um ambiente desafiador.

Santander aposta em 3tentos e MBRF

O Santander reiterou a compra de 3tentos (TTEN3) e MBRF (MBRF3), com potencial de valorização de até 151%. A recomendação reflete a confiança do banco nas perspectivas dessas companhias do agronegócio. A 3tentos atua no setor de insumos e grãos, enquanto a MBRF é uma empresa de fertilizantes.

O potencial de alta expressivo indica que os papéis podem estar subavaliados pelo mercado. No entanto, o banco não detalhou os motivos específicos para a manutenção da recomendação. A notícia chega em um momento em que o setor busca recuperação após períodos de volatilidade.

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Bank of America eleva Suzano para compra

O Bank of America acredita que o “fundo do poço” da celulose está próximo e elevou a Suzano (SUZB3) para compra. A mudança de recomendação sinaliza uma visão mais otimista para a gigante de papel e celulose. A Suzano é uma das maiores produtoras globais de celulose de eucalipto.

A revisão ocorre após o Itaú BBA reduzir sua projeção para o preço líquido médio da celulose de fibra curta na China em 2027. Apesar da redução, o Bank of America parece enxergar uma recuperação no horizonte. A celulose é um dos principais produtos de exportação do agronegócio brasileiro.

Minerva Foods: espaço para subir, mas sem compra

Até a Minerva Foods (BEEF3) tem espaço para subir cerca de 70% nas contas do Bradesco BBI. O detalhe é que, mesmo assim, o banco não recomenda comprar a ação. A Minerva é uma das líderes na exportação de carne bovina na América do Sul.

A postura do Bradesco BBI sugere que, apesar do potencial de valorização, existem riscos que impedem uma recomendação de compra. O banco não detalhou os motivos para a cautela. A nova cota norte-americana de 300 mil toneladas de carne bovina moída, por exemplo, tende a beneficiar principalmente Brasil e Paraguai, segundo a companhia.

Heringer volta à Justiça por proteção

Já a Fertilizantes Heringer (FHER3) voltou à Justiça para pedir proteção contra credores, depois de ter encerrado uma recuperação judicial que envolveu aproximadamente R$ 2 bilhões. A empresa busca um prazo de 60 dias para negociar suas dívidas. A Heringer é uma tradicional fabricante de fertilizantes.

Fundada em 1968, em Manhuaçu, Minas Gerais, a Heringer iniciou suas atividades fornecendo fertilizantes aos produtores de café da região. O novo pedido de proteção indica que a companhia ainda enfrenta dificuldades financeiras. A notícia contrasta com o otimismo em relação a outras empresas do setor.

Boa Safra aprova financiamento bilionário

Enquanto isso, a Boa Safra (SOJA3) aprovou um financiamento de até R$ 332,5 milhões, valor equivalente a cerca de um terço de seu valor de mercado. O montante chama a atenção pelo tamanho: equivale a cerca de 34% dos R$ 977 milhões em valor de mercado da companhia. A Boa Safra atua na produção de sementes de soja.

O financiamento pode impulsionar os planos de expansão da empresa, mas também aumenta seu endividamento. A companhia não detalhou como os recursos serão utilizados. A operação reflete a necessidade de capital no agronegócio para financiar a safra.

BrasilAgro: sinais mistos e foco na safra

Até a BrasilAgro (AGRO3), protagonista de uma verdadeira “overdose” por aqui nas últimas semanas, entregou sinais mistos. O Itaú BBA espera um quarto trimestre fraco, sem vendas de propriedades, mas acredita que os investidores devem voltar as atenções para o calendário da nova safra. A BrasilAgro é uma das maiores empresas de terras agrícolas do país.

Segundo o diretor presidente da BrasilAgro, os bancos não querem ficar com terras agrícolas. “O banco não quer ser produtor e nem vai ser”. A declaração reforça a visão de que as instituições financeiras preferem não reter ativos imobiliários rurais. O foco, portanto, deve se voltar para a produtividade das lavouras.

Em resumo, o Agro Times mostra um setor com oportunidades seletivas, mas ainda marcado por desafios. As recomendações dos bancos variam conforme a empresa e o momento do ciclo. Enquanto algumas ações têm potencial de alta expressivo, outras enfrentam dificuldades financeiras. O agronegócio brasileiro segue como um pilar da economia, mas exige análise cuidadosa.

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