Moderna testa vacina Ebola Bundibugyo na RDC
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Moderna dá início a ensaio clínico no Canadá

Foi iniciada a vacinação dos primeiros participantes no ensaio clínico da Moderna contra o vírus Ébola Bundibugyo. Ademais, a Moderna está a dar início aos ensaios de Fase 1 em solo canadense. Sobretudo, a vacina está a ser desenvolvida com recurso à plataforma de ARNm da Moderna. Ou seja, essa é a mesma tecnologia de base utilizada na sua vacina contra a COVID-19. Contudo, o anúncio ocorre em um momento em que a doença segue sem prevenção específica para essa estirpe. Dessa forma, a expectativa é de que a pesquisa traga novas alternativas de proteção.

A primeira fase do ensaio vai envolver cerca de 80 voluntários. Em seguida, o estudo vai avaliar a segurança, a tolerância e a resposta imunitária à estirpe Bundibugyo. No entanto, atualmente, não existe qualquer vacina para a estirpe Bundibugyo da doença provocada pelo vírus Ébola. Consequentemente, essa ausência de imunizante é um dos fatores que torna a pesquisa necessária. Dessa forma, diante desse cenário, a atuação da CEPI torna-se um apoio fundamental ao desenvolvimento. Sobretudo, a organização reúne esforços globais para acelerar respostas a emergências sanitárias.

CEPI e o investimento em vacinas

Richard Hatchett é diretor executivo da Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI). Assim sendo, ele afirmou que levar o candidato a vacina da Moderna a um ensaio de Fase 1 com esta rapidez é um passo importante na luta contra este surto mortal. Ademais, a CEPI é uma parceria público-privada global. Ou seja, a entidade financia e acelera o desenvolvimento de vacinas e de contramedidas biológicas contra doenças infecciosas emergentes e potenciais pandemias. Dessa forma, essa estrutura permite que projetos como o da Moderna avancem com maior agilidade. Portanto, a declaração de Hatchett reforça a importância de investimentos contínuos em ciência.

Em junho, a coligação anunciou que iria investir num conjunto de candidatos a vacina em desenvolvimento. Entre eles, estavam incluídos os da International AIDS Vaccine Initiative, da Moderna e da Universidade de Oxford. Em seguida, a Universidade de Oxford lançou o seu ensaio clínico de Fase 1 em julho. Além disso, as vacinas serão produzidas no Serum Institute of India (SII). Ademais, Hatchett acrescentou que cada dia conta e cada candidato a vacina em ensaios clínicos dá-nos mais uma oportunidade de levar uma vacina segura e eficaz às pessoas que dela precisam o mais rapidamente possível. Isto é, essa afirmação sintetiza a urgência do momento.

República Democrática do Congo vive segundo maior surto

A República Democrática do Congo enfrenta o segundo maior surto de Ébola da sua história. Sobretudo, os casos estão a crescer mais rapidamente do que em anteriores vagas. Por exemplo, até terça-feira, tinham sido registados 3 802 casos e 1 707 mortes, de acordo com a atualização mais recente divulgada pelo governo. Dessa forma, os números reforçam a gravidade da situação sanitária no país. Consequentemente, essa realidade aumenta a procura por soluções preventivas. Portanto, os esforços de vacinação ganham ainda mais relevância.

Não é claro quando o surto atingirá o pico, afirmou na terça-feira o diretor-geral do Africa CDC, Jean Kaseya, durante a sua segunda visita à cidade de Bunia. Ademais, Kaseya salientou que cerca de 60 a 70% dos novos casos resultam de cadeias de transmissão dentro das comunidades. No entanto, o diretor destacou que isso não vem do rastreio de contactos. Além disso, ele disse que o rastreio de contactos não está a funcionar. Contudo, segundo Kaseya, já é o segundo maior surto de Ébola alguma vez registado no mundo. Assim sendo, as declarações apontam para a dificuldade de controle da doença.

O surto está sobretudo concentrado na remota província de Ituri. Sobretudo, ela representa quase 90% dos casos. Além disso, foram também confirmados casos em outras cinco províncias. Entre elas, está Kisangani, uma das maiores cidades do país. Dessa forma, a expansão geográfica amplia o desafio para os serviços de saúde. Portanto, o cenário exige respostas coordenadas entre autoridades locais e organismos internacionais.

A interligação entre esses acontecimentos revela a importância do investimento em preparação para pandemias. Dessa forma, as vacinas desempenham um papel central na mitigação de surtos, e a corrida por imunizantes contra o Ébola ilustra esse esforço. Ademais, as parcerias globais, como a coordenada pela CEPI, buscam reduzir o tempo entre a emergência e a disponibilização de soluções.

Não há previsão, segundo as informações disponíveis, para quando a vacina estará disponível em larga escala. Além disso, a fonte não detalhou etapas posteriores ao ensaio de Fase 1. Dessa forma, o acompanhamento dos estudos e dos indicadores epidemiológicos segue essencial. Em resumo, esse monitoramento será crucial para definir os próximos passos.

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