China desenvolve arma de microondas de 100 GW contra satélites
Crédito: pt.euronews.com
Crédito: <a href="https://pt.euronews.com/2026/07/12/china-desenvolve-arma-para-neutralizar-satelites-inimigos-com-microondas-de-100-gw" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">pt.euronews.com</a>

Pesquisadores chineses revelam avanço em armas de microondas

A equipe da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT) publicou este mês, na revista ‘High Power Laser and Particle Beams’, os detalhes de vários geradores de pulsos desenvolvidos pelo Exército chinês nos últimos anos. O artigo descreve sistemas capazes de gerar pulsos de microondas com potência de até 100 GW, projetados para neutralizar satélites inimigos.

Os pesquisadores reconhecem no artigo que o objetivo é alcançar dezenas de gigawatts de potência de saída, dentro de restrições rigorosas de espaço e peso. Essa condição é imprescindível se o sistema tiver de ser integrado a plataformas móveis ou embarcadas, como navios, aeronaves ou veículos terrestres.

Vantagem chinesa no setor de pulsos de alta potência

Os autores admitem que a China parte com vantagem face a outras potências neste domínio específico. Eles atribuem essa vantagem a anos de investimento contínuo em investigação de pulsos de alta potência. Enquanto isso, outros países que pretendam acompanhar o ritmo chinês enfrentam obstáculos como a perda de capacidade industrial, a redução da despesa em I&D e dificuldades de acesso a materiais críticos, entre eles as terras raras.

Próximos passos: precisão, tamanho e custo

Os próximos passos de investigação irão centrar-se em melhorar a precisão do controlo do feixe de energia, bem como reduzir tanto o tamanho como o custo destes sistemas. A redução de tamanho e custo são duas condições necessárias para que a tecnologia passe dos laboratórios a uma aplicação mais ampla. A fonte não detalhou prazos para a conclusão dessas etapas.

O desenvolvimento dessa arma de microondas representa um avanço significativo na capacidade chinesa de neutralizar satélites inimigos, potencialmente alterando o equilíbrio estratégico no espaço. No entanto, ainda há desafios técnicos a serem superados antes que o sistema se torne operacional.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
69 + = 71


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários