As ações da Tenda (TEND3) operam em queda nesta quarta-feira (8), após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26). Por volta das 13h30 (de Brasília), os papéis recuavam aproximadamente 3,3%, negociados a R$ 33,84. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, as ações apresentam valorização superior a 38%. O principal índice da B3 (IBOV) caía 1,05%, aos 170.212,22 pontos.
Recordes em lançamentos e vendas
O segundo trimestre da Tenda foi marcado por recordes em lançamentos, vendas brutas, vendas líquidas e banco de terrenos (landbank). A construtora lançou 14 empreendimentos entre abril e junho, que somaram VGV de R$ 1,68 bilhão, alta de 54,4% em relação ao mesmo período de 2025. Dentro da marca Tenda, as vendas brutas atingiram R$ 1,50 bilhão, crescimento de 27% na mesma base de comparação. As vendas líquidas totalizaram R$ 1,31 bilhão, avanço de 25,4%. O preço médio dos lançamentos atingiu nível recorde de R$ 250 mil por unidade, crescimento anual de 15%.
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VSO cai, mas Alea mostra avanço
Apesar dos recordes, o VSO (velocidade de vendas) caiu para 23,9% no 2T25, contra 27,7% um ano antes. Já a marca Alea, voltada para médio padrão, lançou três empreendimentos entre abril e junho, com VGV de R$ 85,5 milhões, frente aos R$ 21,2 milhões apurados no 2T25. As vendas brutas da Alea totalizaram R$ 102,4 milhões, recuo anual de 43,3%. As vendas líquidas ficaram em R$ 84,2 milhões, queda de 41,8%. O VSO da Alea, porém, foi de 36,5%, ante 31,3% um ano antes.
Banco de terrenos recorde
A companhia encerrou o trimestre com banco de terrenos recorde, de R$ 27,7 bilhões em VGV potencial, expansão de 35,1% na comparação anual. O banco de terrenos da Alea encerrou o trimestre em R$ 6,1 bilhões, o que representa 18,4% do landbank consolidado da construtora. Entre abril e junho, a companhia adquiriu aproximadamente R$ 5 bilhões em terrenos, sendo 39% na região Nordeste. Além disso, a empresa transferiu R$ 1,08 bilhão em recebíveis para instituições financeiras.
Analistas: BTG Pactual mantém preço-alvo
O BTG Pactual, que acompanha a Tenda, estabeleceu preço-alvo de R$ 44 para os papéis. A recomendação não foi detalhada pela fonte. O mercado segue atento aos próximos passos da construtora, que combina recordes operacionais com queda no VSO e nos indicadores da Alea.
Fonte
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