Sucesso como armadilha: a visão de Santoro
O co-CEO da Africa Creative, Santoro, desafia o senso comum ao afirmar que o maior risco para uma empresa não é o fracasso, mas o sucesso. Para ele, a acomodação gerada pelos bons resultados pode levar à estagnação. Sua filosofia se resume na frase: “Na vida, time que está ganhando você tem que mexer para continuar ganhando.”
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Lições do mar para os negócios
Surfista desde a infância, Santoro encontrou no oceano uma metáfora para a gestão empresarial. Ele aprendeu que nenhuma onda é igual à outra e que o oceano muda constantemente. Essa percepção o levou a aplicar a mesma lógica na Africa Creative: empresas, consumidores e mercados exigem adaptação permanente. Para ele, a era da inteligência artificial reforça essa necessidade de transformação contínua.
“A melhor hora de trocar a telha da casa é quando está fazendo sol”, afirma Santoro, sugerindo que as mudanças devem ocorrer em momentos de estabilidade, não de crise. A metáfora ilustra a importância de não esperar o problema surgir para agir.
Curiosidade como ferramenta de gestão
Para Santoro, a curiosidade precisa ser exercitada. Há três anos, ele decidiu aprender snowboard para voltar à posição de iniciante, uma experiência que o recolocou no lugar de aprendiz. Ele aplica a mesma lógica aos negócios: quem acredita que já sabe tudo perde a capacidade de evoluir. Na visão do executivo, manter a humildade intelectual é fundamental para inovar.
O perigo da complacência
A abordagem de Santoro desafia a ideia de que o sucesso é um destino final. Em vez disso, ele o vê como um ponto de partida para novos desafios. A Africa Creative, sob sua liderança, busca incorporar essa mentalidade de adaptação constante, evitando a armadilha da complacência. O executivo não detalhou exemplos específicos de mudanças implementadas na agência, mas sua mensagem é clara: o maior risco para uma empresa é acreditar que já chegou lá. Para Santoro, o verdadeiro perigo está em parar de se reinventar.
