Patria private equity ajusta rota na América Latina
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O Patria Investments, uma das principais gestoras de private equity da América Latina, está promovendo um ajuste de rota em seus fundos da região. O movimento envolve a liquidação do Fundo 4, redução no valor das cotas e remarcação de indicadores de desempenho. De acordo com Daniel Sorrentino, presidente do Patria, “o mercado basicamente tem uma sensibilidade altíssima ao ciclo de juros global”.

Fundo 4 será liquidado

O Fundo 4, lançado em 2011, terá a maior remarcação entre os veículos da gestora. O Patria decidiu liquidar o Fundo 4 e acelerar a venda de todas as empresas do portfólio. Como resultado, o MOIC (múltiplo sobre o capital investido) do Fundo 4 cai de 0,8 no primeiro trimestre deste ano para 0,3 neste trimestre. O valor da cota do Fundo 4 será reduzido em 57%.

Portfólio inclui Elfa e outras

O portfólio do Fundo 4 inclui empresas como SuperFrio, Gran Coffee e Víncula. O maior ativo do fundo é a Elfa, que atua na distribuição de medicamentos e materiais hospitalares. A Elfa será vendida, mas a gestora acredita que será necessário um período de 12 a 18 meses para reforçar a estrutura de capital antes da saída. O Patria já vendeu a empresa de açaí Frooty em junho deste ano; o comprador é um investidor financeiro, cujo nome não foi revelado.

Fundo 5 também sofre ajuste

O Fundo 5 está remarcando o MOIC de 2,5 para 1,6, com impacto de 45% na cota. Já os fundos 6 e 7 não passam por ajustes no valor da cota. No Fundo 6, o MOIC sairá de 1,4 no primeiro trimestre de 2026 para 1,2 no segundo trimestre deste ano. O prazo médio de retorno de capital aos investidores aumentou, refletindo o cenário macroeconômico.

Contexto de mercado e captação

Segundo Sorrentino, 40% a 50% das empresas investidas de private equity foram investimentos feitos antes da pandemia. Apesar do ajuste, o Patria segue captando recursos: no ano passado, captou US$ 7,7 bilhões para diversas estratégias, um crescimento de 40%. No primeiro trimestre deste ano, a captação somou US$ 2,2 bilhões. Sorrentino destacou que “os maiores investidores dos fundos do Patria são eles mesmos”.

Estratégias internacionais mais favoráveis

O Patria observa desempenho mais favorável em suas estratégias internacionais, em especial naquelas voltadas para adquirir fatias secundárias de outros fundos de private equity. A gestora busca diversificar suas operações para mitigar os efeitos do ciclo de juros na América Latina.

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