Os preços do petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira em alta, interrompendo uma sequência de quedas que marcou a semana. O movimento foi puxado por fatores geopolíticos no Oriente Médio e por um possível ajuste técnico, após a commodity renovar níveis mais baixos desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
WTI e Brent fecham em alta
O petróleo WTI para agosto fechou em alta de 2,25% (US$ 1,58), a US$ 71,92 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o petróleo Brent para setembro encerrou em alta de 2,21% (US$ 1,63), a US$ 75,50 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). As cotações reverteram a tendência de baixa observada nos dias anteriores, quando os contratos chegaram a renovar mínimas desde o início do conflito no Oriente Médio.
Tensões no Oriente Médio pesam
Para o analista da IG, Tony Sycamore, os mercados passam a precificar um retorno muito mais rápido dos barris do Oriente Médio do que a maioria havia previsto apenas duas semanas atrás. A avaliação ocorre em meio a novos desdobramentos na região.
Após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Iraque estuda deixar o cartel, caso a organização rejeite a iniciativa de Bagdá de elevar sua cota de produção de petróleo, segundo a Shafaq News. A commodity renovou níveis mais baixos desde o início do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.
Por outro lado, os embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentaram nesta semana para o nível mais alto desde que o conflito no Oriente Médio começou em fevereiro, segundo dados da Kpler.
Ajuste técnico e ataques no Estreito
Os preços do petróleo inverteram sinal e ganharam força no fim da manhã, num possível ajuste técnico, à medida que a velocidade recente da queda pegou muitos investidores de surpresa. Relatos do The Wall Street Journal de que o Irã atacou um navio dos EUA no Estreito de Ormuz também elevaram as tensões sobre o conflito. Esses fatores contribuíram para a recuperação das cotações, que vinham pressionadas por preocupações com a demanda global e o aumento da oferta.
Guerra na Ucrânia também influencia
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na quarta-feira que Volodymyr Zelensky e a Otan devem aceitar as novas fronteiras no Donbas ou a Rússia seguirá avançando sobre o território ucraniano. Zelensky reagiu em tom duro e disse que a Rússia “queimará no fogo de ataques ucranianos pelos próximos 40 dias”, segundo a agência de notícias Baha. O conflito na Ucrânia segue como um fator de risco para o mercado de petróleo, especialmente em relação às sanções contra a Rússia e possíveis interrupções no fornecimento.
Com a alta desta sexta, o mercado de petróleo encerra a semana com um alívio, mas ainda sob vigilância dos investidores diante dos desdobramentos geopolíticos e das decisões da Opep.
Fonte
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