XP retoma cobertura com recomendação de compra
A XP Investimentos retomou a cobertura da Cosan (CSAN3), com recomendação de compra. O preço-alvo foi reduzido de R$ 9 para R$ 4,90, o que representa um potencial de alta de 39% em relação ao preço atual. O relatório é assinado por Regis Cardoso.
A retomada ocorre em meio a juros elevados, que levaram a Cosan a otimizar sua estrutura de capital. Esse processo incluiu uma injeção de R$ 10,5 bilhões e a simplificação do portfólio de investimentos.
Subsidiárias listadas como principais drivers
Segundo a XP, quem compra Cosan hoje está majoritariamente exposto à Compass (PASS3) e à Rumo (RAIL3), subsidiárias listadas na B3. Movimentos nos preços dessas ações impactam diretamente a valuation da Cosan. Cada +10% em Compass e Rumo representa, respectivamente, +8% e +6% nas ações de CSAN3.
Compass e Rumo concentram a maior parte do potencial de valorização. A tese de investimento depende da capacidade da holding em reduzir custos adicionais (overhead) e destravar valor por meio de desinvestimentos e da capitalização de mercado das empresas listadas.
Catalisadores para destravar valor
A XP identifica potenciais catalisadores para destravar valor no nível da holding. Um deles é a otimização adicional da estrutura de capital, especialmente com eventuais desinvestimentos. Outro é um menor custo de capital no Brasil, o que elevaria os valuations das subsidiárias e reduziria o desconto de holding da Cosan, atualmente em cerca de 17%.
A tese também inclui opcionalidades como potenciais desinvestimentos em Moove e Radar, redução de despesas corporativas e eventual eliminação do desconto de holding. Esses fatores podem contribuir para uma reavaliação das ações.
Riscos apontados pela XP
Os principais riscos incluem condições desfavoráveis para desinvestimentos. Além disso, há riscos idiossincráticos em Compass, como revisões tarifárias adversas na Comgás, e em Rumo, como maior competição pressionando tarifas de frete.
Outro risco é um ambiente operacional desafiador, como pressão nas tarifas da Rumo ou impactos contínuos na rentabilidade devido ao incêndio na planta da Moove. A fonte não detalhou outros fatores negativos.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
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