O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pela falta de ajuda no Estreito de Ormuz. Em declarações recentes, Trump afirmou que os EUA nem “precisavam” da assistência dos parceiros e ameaçou que os norte-americanos podem dizer que preferem não ajudar os aliados. A crise no estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, tem gerado tensões internacionais e exposto divergências dentro da aliança militar.
Reunião com secretário-geral da Otan
Trump tem uma reunião agendada com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, nesta semana. O encontro ocorre em meio a um cenário de crescentes críticas do presidente americano aos parceiros da aliança. A pauta do encontro não foi detalhada, mas a expectativa é que a segurança no Oriente Médio e os gastos militares estejam entre os temas discutidos.
Críticas a líderes europeus
O presidente americano também direcionou críticas ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, afirmando que ele “não foi bom conosco na Otan”. Trump ainda apontou que Starmer tem dois problemas: energia e imigração. Keir Starmer renunciou nesta segunda-feira, conforme informado. Além do Reino Unido, Trump criticou Itália e Alemanha, alegando que eram “muito ruins” no contexto da aliança. As declarações reforçam o descontentamento de Washington com a contribuição de alguns membros da Otan.
Redução de tropas na Europa
Os EUA anunciaram uma redução de tropas americanas da Otan na Europa. Segundo o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, a medida tem efeito “imediato”. Trump defendeu a reorganização dos gastos militares em defesa dos EUA, indicando que os contratos do setor de defesa não permitirão a recompra de ações pelas empresas do país. A decisão de reduzir o contingente militar na Europa sinaliza uma mudança na postura americana em relação à segurança do continente.
As declarações de Trump e o anúncio da redução de tropas geram incertezas sobre o futuro da cooperação entre os EUA e a Otan. A reunião com Rutte nesta semana pode trazer mais esclarecimentos sobre os próximos passos da aliança militar.
Fonte
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