Braskem BRKM5 cai 11% após se tornar ré por crimes ambientais
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Braskem (BRKM5) despenca com ação judicial por danos ambientais

As ações da Braskem (BRKM5) caíram mais de 11% nesta terça-feira (16), após a Justiça Federal em Alagoas aceitar denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornar a petroquímica ré por crimes ambientais. O processo está relacionado ao afundamento do solo em Maceió, que afetou bairros inteiros.

Reação do mercado

Por volta de 11h45 (horário de Brasília), os papéis BRKM5 recuavam 11,91%, cotados a R$ 8,21, liderando as perdas do Ibovespa (IBOV). A forte queda reflete o temor dos investidores quanto aos desdobramentos legais e possíveis novos custos para a companhia.

Posicionamento da Braskem

Em nota oficial, a Braskem reiterou “seu compromisso com a sociedade alagoana, assim como o respeito e solidariedade para com os moradores afetados”. A empresa afirmou que “se pronunciará oportunamente nos autos do processo” e que, desde o início das apurações, contribuiu com informações e esclarecimentos.

Provisionamento e análise de especialistas

A Braskem já havia provisionado cerca de R$ 20 bilhões em balanço para fazer frente ao problema socioambiental, que veio à tona entre 2018 e 2019. Segundo o Bradesco BBI, um pagamento adicional relevante “parece improvável”. A análise sugere que o mercado pode estar superdimensionando os riscos de novas obrigações financeiras, mas o cenário ainda depende do andamento do processo judicial e de possíveis acordos.

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