A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, protocolou pedido de oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a empresa busca uma avaliação de até US$ 1 trilhão, com a estreia na bolsa podendo ocorrer já em setembro. O movimento ocorre após a renegociação da parceria com a Microsoft e a atração de novos investidores.
Meta de avaliação bilionária
A Reuters noticiou que a OpenAI tem como meta obter uma avaliação de até US$ 1 trilhão em uma estreia no mercado de ações que poderia ocorrer já em setembro. A cifra coloca a empresa entre as mais valiosas do setor de tecnologia. Para efeito de comparação, a SpaceX registrou um pedido de IPO buscando levantar US$ 75 bilhões, com uma avaliação de US$ 1,75 trilhão.
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Captação prévia de recursos
A OpenAI informou no início deste ano que estava levantando US$ 110 bilhões com uma avaliação de US$ 840 bilhões junto a um grupo de investidores, incluindo SoftBank, Amazon e Nvidia. Esse montante reforça o apetite do mercado pela empresa, que já conta com uma base expressiva de usuários. A OpenAI divulgou que o ChatGPT tinha mais de 900 milhões de usuários ativos semanais e mais de 50 milhões de assinantes.
Renegociação com a Microsoft
O pedido de IPO segue-se à renegociação da parceria da OpenAI com a Microsoft. A renegociação permitiu à OpenAI firmar novas parcerias com empresas como Amazon.com e Google. O investimento inicial da Microsoft totalizou US$ 13 bilhões desde 2019. Esse aporte ajudou a pavimentar o caminho para a rápida ascensão da OpenAI e impulsionou o crescimento do negócio de computação em nuvem Azure.
Trajetória e reestruturação
A OpenAI foi fundada em 2015 como uma organização sem fins lucrativos focada em pesquisa. Quatro anos depois, criou uma divisão com fins lucrativos. Em dezembro de 2024, a OpenAI revelou planos para reformular sua estrutura por meio da criação de uma corporação de benefício público. A reformulação se tornou controversa após críticas de Elon Musk. O empresário processou a OpenAI e acusou Altman e outros executivos de transformar a organização sem fins lucrativos em um veículo para enriquecimento privado.
Fonte
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