A economia brasileira iniciou 2025 com crescimento de 1,1% no PIB do primeiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2024, o avanço foi de 1,8%. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado.
Agropecuária desacelera, mas ainda cresce
O setor agropecuário registrou alta de 0,7% ante o primeiro trimestre de 2024. Embora tenha havido uma supersafra após um ano de queda, o ritmo de crescimento perdeu força.
Indústria de transformação praticamente estagnada
A indústria de transformação variou apenas 0,1%. Segundo Matheus Pizzani, economista do PicPay, o dado confirma um “comportamento apenas moderado” dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico doméstico.
Investimentos crescem e revertem queda
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 3,5%, revertendo a retração de 3,4% do trimestre anterior. O avanço dos investimentos sinaliza maior confiança no ambiente de negócios.
Setor externo pressiona
As exportações caíram 1,7%, enquanto as importações aumentaram 4,4%. Com isso, a contribuição do setor externo para o PIB foi negativa.
Perspectivas para o restante do ano
Analistas projetam continuidade do crescimento, porém com desaceleração gradual. As estimativas variam entre 1,7% (C6) e 2,0% (XP e AZ Quest). Rodolfo Margato, da XP, avalia que as medidas de estímulo do governo “podem adicionar até 1,5 ponto percentual ao crescimento geral do PIB” em 2026. Rafael Perez, da Suno Research, projeta 1,8%.
Demanda interna resiliente e possíveis impactos na política monetária
A resiliência da demanda interna — sustentada pelo consumo das famílias e pelos investimentos — pode levar o Banco Central a recalibrar a política monetária. A economia doméstica segue aquecida.
Fonte
- www.infomoney.com.br
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