Mercado de trabalho perde fôlego
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril mostrou um resultado fraco em vagas líquidas, confirmando que o mercado de trabalho brasileiro passa por uma deterioração lenta e gradual. O desemprego ainda se mantém em níveis historicamente baixos, mas não há mais fôlego para cair. Após o Caged de abril, há risco de surpresas para baixo, segundo analistas.
O mercado de trabalho deu sustentação ao consumo no primeiro trimestre do ano, mas os primeiros sinais do segundo trimestre apontam para uma acomodação adicional. A desaceleração, no entanto, ainda parece gradual, sem rupturas abruptas.
Salários estáveis e em queda
Em termos reais, o salário médio de admissão ficou estável em abril. Já o salário médio de desligamento recuou 0,8% no mesmo período. Esses dados indicam que, embora a criação de vagas perca ritmo, os rendimentos dos trabalhadores ainda não sofreram uma deterioração generalizada, mas já mostram sinais de ajuste.
Projeções para 2025 e 2026
A XP espera que o ritmo médio de criação de empregos formais modere de cerca de 110 mil por mês em 2025 para algo em torno de 90 mil por mês em 2026. A estimativa é que a demanda interna deve permanecer resiliente neste ano, sustentando o mercado de trabalho. Para 2026, a projeção para a criação líquida de empregos formais é de 1,050 milhão.
Esses números reforçam o cenário de desaceleração gradual, sem colapso, mas com riscos de que o mercado de trabalho perca força mais rapidamente do que o esperado. A fonte não detalhou os fatores que podem levar a surpresas negativas, mas o Caged de abril acendeu um alerta.
Fonte
- www.infomoney.com.br
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