Tráfego no Estreito de Ormuz cai com ataques EUA-Irã
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A nova escalada dos confrontos entre os EUA e o Irã interrompeu o tráfego pelo Estreito de Ormuz, elevando os preços globais da energia. O navio-tanque ‘Arolia’, carregado com óleo combustível iraquiano, deu meia-volta para retornar ao Golfo horas depois de ter saído do estreito na manhã desta sexta-feira. A situação reflete o impacto imediato das hostilidades sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

Queda drástica no tráfego

Onze embarcações cruzaram o estreito na quarta-feira, uma fração da média de 125 embarcações que transitavam diariamente antes da guerra. Pelo segundo dia consecutivo, nenhum VLCC ou navio-tanque de GNL passou pelo estreito na quinta-feira. A redução é um sinal claro da paralisia causada pelo conflito.

Dois VLCCs reapareceram no rastreamento do AIS na quinta-feira fora do estreito, transportando 2 milhões de barris de petróleo bruto cada um. O VLCC ‘Colombia Prosperity’, carregado com petróleo bruto saudita, segue para Okinawa, no Japão. Já o VLCC ‘Costa Rica Prosperity’, transportando petróleo bruto iraquiano Basra Medium, tem como destino a Turquia.

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Dados de monitoramento divergem

O banco de dados da Kpler mostrou que os petroleiros cruzaram o estreito em 13 de julho. A S&P Global Energy avaliou que os petroleiros saíram do estreito em 14 de julho. As fontes não detalharam as razões para a diferença nas datas, mas ambas indicam movimentos reduzidos.

Iraque suspende carregamentos

O Iraque suspendeu brevemente os carregamentos de petróleo na quinta-feira depois que um drone atingiu um petroleiro em seu terminal de Basra. O incidente agravou a instabilidade na região, já que o Iraque é um dos principais exportadores da Opep.

Ameaças do Irã

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou na quinta-feira que nenhum petróleo ou gás seria exportado pelo Estreito de Ormuz enquanto os ataques dos EUA continuassem. Teerã sinalizou que poderia incitar seus aliados houthis no Iêmen a fechar o estreito de Bab al-Mandeb, caso Washington ataque a infraestrutura iraniana. A declaração aumenta o temor de uma crise energética global.

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