Descoberta simplifica o transporte de informação magnética
Redação do Site Inovação Tecnológica – 27/05/2026. A técnica tira proveito de um tipo de magnetismo recém-descoberto. Ao trocar a eletricidade pelo magnetismo, a computação magnética representa um dos conceitos mais promissores para uma nova geração de computadores, que possam ser mais rápidos e gastar menos energia – a spintrônica e a magnônica fazem parte desse universo. Ainda há muitos desafios, sendo que fabricar os materiais mais adequados para substituir os atuais semicondutores eletrônicos é um dos principais.
Spintrônica: realidade com limitações
Já é possível fazer isso – a spintrônica é uma realidade –, mas essa separação tem tipicamente exigido campos magnéticos fortes ou materiais com estruturas complexas, que agregam custo, consumo de energia e restrições de projeto. Agora, cientistas descobriram um modo incrivelmente simples de fazer com que sinais magnéticos – em vez de correntes elétricas – transportem informação dentro de sistemas eletrônicos: basta torcer duas camadas de materiais magnéticos ultrafinos.
Altermagnetismo: a chave para o avanço
Qirui Cui e colegas do Instituto Real de Tecnologia (KTH) da Suécia descobriram uma rota muito mais simples para usar o magnetismo no transporte de informações na forma de bits. A saída está em tirar proveito de um novo tipo de magnetismo, o altermagnetismo, descoberto apenas em 2022. Um material altermagnético não apresenta magnetismo geral, como um ímã comum, mas internamente separa sinais magnéticos de modo que seus caminhos possam ser guiados. Na prática, isso significa que o próprio material define como a informação magnética flui.
Impacto e próximos passos
A descoberta abre caminho para dispositivos mais simples e eficientes, reduzindo a dependência de campos magnéticos externos ou estruturas complexas. A pesquisa foi publicada na revista Nano Letters, com o artigo intitulado “Altermagnetic Magnons in Twisted van der Waals Antiferromagnets”, de autoria de Qirui Cui, Xiaocheng Bai, Yuqing Ge, Alexander Edstrom, Cong Li, Yasmine Sassa, Cheng Song, Kaiyou Wang e Anna Delin (DOI: 10.1021/acs.nanolett.6c00198). Embora ainda haja desafios, a simplicidade da técnica pode acelerar o desenvolvimento da computação magnética.
