Promotores de Taiwan prenderam três suspeitos acusados de contrabandear chips de IA da NVIDIA para a China. O esquema usava uma rota de transbordo pelo Japão para burlar as sanções impostas pelos Estados Unidos.
O trio é acusado de falsificar documentos de exportação. Eles ocultavam que servidores da Super Micro, equipados com chips restritos da NVIDIA, tinham como destino final o mercado chinês.
Essas três pessoas já haviam sido formalmente indiciadas pela Justiça americana em março. Elas são acusadas de integrar uma rede global de contrabando avaliada em US$ 2,5 bilhões.
Restrições dos EUA e aumento do contrabando
As restrições dos EUA à exportação de chips da NVIDIA para a China visam conter o avanço tecnológico chinês. A China ainda depende de terceiros para produzir chips de CPU e GPU, embora tenha avançado na fabricação de memória RAM.
Essas sanções têm impulsionado o contrabando desses produtos. O caso revela como criminosos exploram rotas alternativas para driblar a fiscalização.
Mudança de postura de Taiwan
O caso marca uma mudança de postura de Taiwan. Historicamente, a ilha resistia à pressão de Washington para fiscalizar o fluxo de semicondutores, devido aos complexos laços comerciais com Pequim.
Para o Japão, a revelação traz pressões para endurecer suas próprias regras de reexportação e aumentar o compartilhamento de dados de inteligência com Taiwan.
O artigo foi escrito por Raphael Giannotti e editado por Jones Oliveira em 27/05/2026 às 20:00.
