O Santander iniciou a cobertura da Bradsaúde pouco mais de três semanas após a integração com a Odontoprev. A operadora de saúde agora negocia na B3 com novo ticker e receitas líquidas superiores a R$ 42 bilhões. O faturamento chega a R$ 45 bilhões, com carteira concentrada em grandes clientes corporativos em São Paulo e Rio de Janeiro, no segmento premium.
Lucro e dividendos em trajetória de alta
A Bradsaúde responde por cerca de 90% do lucro líquido consolidado. O lucro deve crescer a um CAGR de 10% entre 2025 e 2030. Com isso, a empresa pode elevar o payout de cerca de 50% em 2026 para aproximadamente 85% no longo prazo.
O dividend yield projetado é de 7,6% em 2027 e 9,3% em 2028, indicando distribuição cada vez mais generosa aos acionistas.
Expansão hospitalar via joint venture
A Bradsaúde detém 49,99% da Atlântica Hospitais, joint venture com a Rede D’Or. A Atlântica possui 19 ativos e mais de 3,6 mil leitos. O Santander identificou 46 cidades com potencial para novos hospitais, a maioria em São Paulo e Rio de Janeiro.
Além disso, a Bradsaúde tem participações em Mater Dei, Hospital Albert Einstein e Grupo Santa, ampliando sua presença no setor.
Avaliação do mercado e riscos
A ação negocia a 9 vezes o lucro estimado para 2026. O Santander considera esse múltiplo “excessivamente baixo”. O banco conclui que o mercado precifica o negócio de seguros a apenas 8,4 vezes P/L.
A inflação médica é um ponto de atenção estrutural, mas o banco vê espaço para valorização, dado o potencial de crescimento e a melhora na distribuição de dividendos.
