Petróleo Brent sobe mais de 2% após ataques dos EUA ao Irã
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Ataques dos EUA elevam preço do Brent

Os contratos futuros do petróleo Brent sobem mais de 2% nesta terça-feira (26). Os militares dos Estados Unidos realizaram ataques no Irã. Os futuros do Brent avançavam US$ 2,72 (2,83%), para US$ 98,86 por barril às 4h22 (horário de Brasília). O movimento contrasta com a sessão anterior, quando os futuros do Brent encerraram com queda de 7%.

As forças americanas realizaram o que Washington chamou de ataques defensivos no sul do Irã. Os ataques ocorreram enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores do país estavam em Doha para conversas com o primeiro-ministro do Catar. A ação militar gerou incertezas sobre o andamento das negociações de paz.

Negociações de paz em compasso de espera

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que negociar um acordo com o Irã pode “levar alguns dias”. Tanto Washington quanto Teerã disseram ter avançado em um memorando de entendimento que interromperia a guerra e daria aos negociadores 60 dias para chegar a um acordo final. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu ontem sua exigência de que o Irã entregue seu urânio enriquecido para que ele possa ser destruído.

Tony Sycamore, analista de mercado da IG, afirmou: “É um forte lembrete de que o acordo ainda pode fracassar no último momento, assim como aconteceu nas cinco tentativas anteriores”. A declaração reflete a cautela dos investidores diante da volatilidade das negociações.

Estreito de Ormuz sob bloqueio

Teerã interrompeu efetivamente quase todo o transporte marítimo não iraniano de entrada e saída do Golfo através do Estreito de Ormuz desde o início da guerra. O bloqueio no Estreito de Ormuz afeta cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito. A interrupção tem pressionado os preços da commodity.

Dados de rastreamento marítimo mostraram que três navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo estreito nos últimos dias, com destino ao Paquistão, China e Índia. Um superpetroleiro transportando petróleo iraquiano para a China que estava retido havia quase três meses passou pelo estreito. Esses movimentos indicam uma possível flexibilização, mas a situação ainda é incerta.

Mercado reage com otimismo cauteloso

Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, disse: “Os traders estão apostando fortemente que um avanço finalmente liberará os petroleiros que ficaram paralisados por muito tempo dentro e ao redor do Estreito de Ormuz”. A declaração sugere que o mercado aposta em um desfecho positivo, mas os ataques recentes renovam as dúvidas.

A combinação de ataques militares e negociações diplomáticas mantém os investidores em alerta. A alta do Brent reflete tanto a tensão geopolítica quanto a expectativa de que um acordo possa destravar o fluxo de petróleo. O cenário segue volátil, com agentes de mercado monitorando cada passo das conversas e ações militares.

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