A inteligência artificial agêntica ganha espaço na saúde digital. Após a digitalização de processos, o novo desafio é transformar dados em ação, impactando a operação hospitalar, a jornada do paciente e a sustentabilidade financeira. Esse foi o tema do podcast gravado na Hospitalar 2026, com Daniel Rocha (CEO) e Bruno Queiroz (VP de Inovação e Tecnologia) da Salux.
Inovação real versus hype tecnológico
Bruno Queiroz destacou que a diferença entre inovação real e hype está na execução. No caso da IA, isso significa aplicar algoritmos e agentes a fluxos concretos — da triagem ao faturamento. A tecnologia deve ser medida pelos resultados práticos, não pelo entusiasmo.
A lógica dos sistemas hospitalares está mudando. Em vez de plataformas apenas para registro ou consulta, a proposta é que a tecnologia atue ativamente na condução dos processos. A conversa abordou o avanço da IA na rotina assistencial e operacional, além do lançamento de uma nova plataforma baseada em agentes inteligentes.
Plataforma INITIA e agentes inteligentes
Os executivos apresentaram a INITIA, lançada na Hospitalar com 84 agentes inteligentes e um agente “maestro” que coordena etapas da operação. A solução foi descrita como um organismo vivo, capaz de apoiar diferentes pontos da cadeia hospitalar, considerando protocolos, interoperabilidade e inteligência contextual.
Na prática, a expectativa é reduzir a complexidade da rotina, diminuir cliques e liberar tempo para médicos, enfermeiros e demais profissionais focarem no paciente. Segundo Daniel Rocha, a proposta é posicionar a tecnologia como ferramenta de impacto na operação, com foco em melhor atendimento, mais qualidade e maior eficiência. Para ele, a evolução do setor passa por usar dados para apoiar decisões em tempo real, não apenas “pelo retrovisor”.
Valor financeiro e integração de dados
No campo financeiro, os executivos defenderam que a tecnologia gera valor em diferentes etapas: dispensação de medicamentos, tempo médico, redução de papel e organização da infraestrutura. A ideia é permitir que a instituição concentre esforços no cuidado ao paciente, enquanto a arquitetura tecnológica sustenta processos, dados e automação.
Ao final, os entrevistados apontaram integração de dados, open health e plataformas unificadas como temas decisivos para o futuro da saúde digital no Brasil. A íntegra da conversa está disponível no canal do Portal Saúde Business no YouTube.
