Redação do Site Inovação Tecnológica – 21/05/2026

Seda sólida: resistência superior e processo ecológico

Um processo simples e limpo transforma as fibras de seda em um material similar ao plástico, que pode ser moldado em qualquer formato. A técnica, baseada apenas em calor e pressão, resulta em um material compacto extremamente resistente — superior à madeira e aos ossos e comparável a materiais sintéticos como os compósitos de fibras de carbono, tanto em termos de tenacidade quanto de tração.

Eliminação de etapas e aditivos

O ganho de simplicidade no processamento deve-se à eliminação das etapas de dissolução prévias das fibras, o que também dispensa os aditivos sintéticos, tornando tudo mais ambientalmente correto. O processamento deixa o “plástico de seda” com características estruturais similares às da madeira, só que com propriedades muito superiores.

Etapas da técnica de fusão

A técnica de fusão usa como matéria-prima fibras comerciais de casulos de bicho-da-seda, que são inicialmente tratadas com uma solução de carbonato de sódio para remover a sericina, a cola que reveste as fibras. As fibras são então alinhadas e submetidas a prensagem a quente.

Propriedades ajustáveis e descoberta inesperada

Fundir a seda em diferentes níveis de temperatura e pressão confere diferentes propriedades de resistência, biodegradabilidade e comportamento óptico — inclusive com uma propriedade inesperada de manipular ondas THz. Essa descoberta abre caminho para aplicações além da resistência mecânica.

Impulso para o 6G

O novo material de seda também promete alavancar as comunicações no padrão 6G. A seda sólida fica transparente à luz visível e ganha uma capacidade única, a de polarizar a radiação terahertz, que permite transmitir dados centenas de vezes mais rápido do que as redes 5G atuais, sendo por isso parte da banda 6G.

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