FIIs ganham nova função na B3 e podem atrair mais investidores
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A B3 passará a aceitar fundos imobiliários (FIIs) como garantia em operações que exigem margem a partir de 11 de maio, começando com uma lista inicial de 28 fundos. A medida, segundo a bolsa, busca aumentar a utilidade e a liquidez dos FIIs, atrair investidores institucionais e estrangeiros e fortalecer o amadurecimento do mercado de fundos imobiliários no Brasil.

Como funcionará a nova garantia

Os investidores poderão usar cotas de FIIs como garantia sem precisar vender os ativos, aumentando a eficiência do capital e mantendo o recebimento dos dividendos. Isso significa que quem já possui cotas poderá utilizá-las como colateral em operações como alavancagem, sem abrir mão dos rendimentos periódicos. A novidade amplia as possibilidades de uso desses ativos no mercado financeiro.

Critérios de elegibilidade dos fundos

Para que um fundo imobiliário seja elegível à aceitação em garantias, ele precisa atender a critérios mínimos de liquidez:

  • Mediana do volume diário negociado nos últimos 84 dias ≥ R$ 2 milhões
  • Mediana do número de negócios diário no mesmo período ≥ 6.000
  • Presença em pregão de 100% nos últimos 84 dias
  • Preço médio de fechamento > R$ 1 nos últimos 84 dias

Apenas os fundos que cumprirem todos esses critérios serão aceitos como garantia.

Contexto de recordes no mercado

Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3, afirma que a inclusão dos fundos imobiliários como ativos aceitos em garantia pela B3 vem na sequência de recordes de negociação alcançados por esse mercado em 2026, que chegou a R$ 11,4 bilhões no mês de março. Ele explica que os FIIs vêm ganhando espaço entre as pessoas físicas por serem uma alternativa atrativa de diversificação, especialmente pela regularidade no pagamento de dividendos isentos de Imposto de Renda. A nova funcionalidade pode tornar esses ativos ainda mais atrativos para diferentes perfis de investidores.

Agenda de desenvolvimento do setor

O anúncio da B3 também destacou que a mudança faz parte de uma agenda de desenvolvimento do setor de FIIs, que inclui medidas recentes como ETFs de fundos imobiliários, recompra de cotas e aproximação do mercado brasileiro ao modelo internacional dos REITs. Essas iniciativas visam modernizar e ampliar o mercado de fundos imobiliários no Brasil, tornando-o mais líquido e acessível. A expectativa é que a novidade estimule ainda mais a participação de investidores institucionais e estrangeiros, consolidando os FIIs como uma classe de ativos relevante na B3.

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