BC do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025
Em 2025, o Banco Central do Brasil adquiriu 43 toneladas de ouro, tornando-se o quarto maior comprador global do metal, atrás apenas de Polônia, Cazaquistão e Azerbaijão. Os dados são do World Gold Council (WGC).
A compra expressiva reflete uma tendência de longo prazo: nos últimos dez anos, a participação do ouro nas reservas brasileiras saltou de 1,19% para 7,19%. Em contrapartida, a fatia em dólares caiu de 83,46% (2016) para 72% (2025).
Primeiro trimestre de 2026 sem o Brasil
Nos primeiros três meses de 2026, porém, o BC brasileiro não apareceu nos relatórios do WGC. Isso indica que não houve novas compras significativas nesse período. A ausência levanta dúvidas: a estratégia de acumulação foi interrompida ou apenas pausada?
Segundo o WGC, os bancos centrais compraram 244 toneladas de ouro no primeiro trimestre de 2026, alta de 3% ante o mesmo período de 2025. No entanto, Turquia, Rússia e Azerbaijão aumentaram as vendas.
Perspectivas para o ouro nas reservas
O WGC atribui as movimentações a reequilíbrios táticos, influenciados por interrupções no Oriente Médio, necessidades de liquidez e gestão cambial. A entidade afirma que a incerteza geoeconômica continua a sustentar a demanda de longo prazo por ouro, impulsionada por estratégias de desdolarização e busca por ativos sem risco de contraparte.
Vale lembrar que o ouro não gera juros. Além disso, os preços caíram 12% em março de 2026, a maior queda mensal desde 2008. Esse movimento pode ter influenciado a decisão do BC brasileiro, mas a fonte não detalhou os motivos.
