Zelenskyy em Paris para conversas com Macron em meio a negociações
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Zelenskyy e Macron buscam cessar-fogo na Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, chegou a Paris nesta segunda-feira para um encontro de alto nível com Emmanuel Macron. As conversas fazem parte de uma série de atividades diplomáticas destinadas a negociar os termos de um potencial cessar-fogo na guerra de quase quatro anos na Ucrânia.

A reunião ocorre em um momento crucial, marcado por movimentos paralelos envolvendo outras potências internacionais. O gabinete de Macron afirmou que os dois presidentes iriam discutir as condições para uma “paz justa e duradoura”, sinalizando o foco estratégico do diálogo.

Plano de paz dos EUA enfrenta críticas

A visita de Zelenskyy a Paris surge após uma reunião entre funcionários ucranianos e norte-americanos na Flórida, no domingo. O Secretário de Estado Marco Rubio descreveu o encontro como produtivo, indicando progresso nas tratativas.

As duas partes têm trabalhado para rever um plano proposto pelos Estados Unidos, desenvolvido em negociações entre Washington e Moscou. No entanto, esse plano foi criticado por ser demasiado favorável às exigências russas.

Rejeição europeia ao plano americano

As críticas foram mais veementes por parte dos aliados europeus da Ucrânia. Eles rejeitaram os princípios fundamentais da proposta americana, gerando descontentamento entre atores-chave do conflito.

Detalhes controversos do quadro de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o quadro de paz de 28 pontos discutido nas negociações. Segundo informações disponíveis, esse quadro teria imposto limites ao tamanho das forças armadas da Ucrânia, um ponto sensível para a soberania do país.

Principais pontos de conflito no plano

  • Limitação do tamanho das forças armadas ucranianas
  • Impedimento da adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)
  • Exigência de que a Ucrânia desista de território

Essas condições enfrentam forte resistência em Kiev. Em contraste, o presidente francês apoiou o envio de uma “força de segurança” por terra, mar e ar para ajudar a garantir a segurança do país, sugerindo uma abordagem alternativa.

Diplomacia paralela entre Rússia e EUA

Enquanto Zelenskyy e Macron dialogam em Paris, outros movimentos diplomáticos seguem em curso. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou na segunda-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, se iria encontrar com o enviado presidencial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, na terça-feira à tarde.

Esse encontro bilateral ocorre em um contexto de tentativas de mediação internacional. O papel de Witkoff nos esforços de paz foi alvo de escrutínio na semana passada, levantando questões sobre sua influência e os objetivos reais das conversas.

A fonte não detalhou a natureza exata das críticas ou os resultados esperados do encontro.

Desafios para uma solução duradoura

A reunião em Paris representa mais um capítulo na complexa busca por uma solução para o conflito na Ucrânia. As divergências sobre o plano americano, especialmente entre europeus e Washington, destacam os desafios de se chegar a um consenso internacional.

O apoio francês a uma força de segurança sugere que alternativas estão sendo consideradas para estabilizar a região. A sequência de encontros diplomáticos indica que múltiplas frentes de negociação estão ativas simultaneamente.

O desfecho dessas tratativas poderá definir os próximos passos em direção a um cessar-fogo efetivo ou, em caso de impasse, prolongar ainda mais o cenário de hostilidades.

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