Ultrassom gera luz no corpo para uso médico
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Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica inovadora que usa ultrassom para criar luz no interior do corpo humano. A solução, criada por Shan Jiang e seus colegas, promete revolucionar aplicações médicas ao permitir o direcionamento não invasivo de luz para locais específicos.

O poder da luz na medicina moderna

A luz tem um número crescente de aplicações na biologia e na medicina, abrindo novas possibilidades para tratamentos e pesquisas. Entre essas aplicações, destacam-se:

  • Estimulação do crescimento celular para regeneração de tecidos
  • Manipulação de sinais neurais para estudo e tratamento de condições neurológicas
  • Terapias fotodinâmicas para tratamento de alguns tipos de câncer

Essa diversidade de usos torna crucial o desenvolvimento de métodos eficientes para levar luz a áreas internas do corpo.

Uma solução não invasiva com nanomateriais

A solução para o desafio de direcionar luz internamente já chegou, pelas mãos de Shan Jiang e colegas da Universidade de Stanford. Jiang criou uma forma não invasiva de direcionar luz para locais específicos em qualquer parte do corpo, superando limitações de técnicas anteriores.

Como funciona a técnica

O método utiliza nanomateriais distribuídos pela corrente sanguínea, que viajam pelo sistema circulatório até os pontos desejados. Esses nanomateriais recebem ondas de ultrassom comuns e as utilizam como fonte de energia para criar pontos de luz precisos.

Essa abordagem elimina a necessidade de procedimentos invasivos, aumentando a segurança e a praticidade dos tratamentos.

O segredo da cerâmica especial: transdutor mecanoluminescente

Parece uma cerâmica comum, mas é um transdutor mecanoluminescente, um material que transforma vibrações em luz. A mágica toda é feita por uma cerâmica que você não conseguiria distinguir visualmente das usadas na construção civil, mas com propriedades únicas.

Composição do material

Na verdade não se trata de uma cerâmica comum; é um aluminato de estrôncio dopado com európio e disprósio (Sr 4 Al 14 O 25 :Eu,Dy). Esse material conhecido como transdutor mecanoluminescente significa que ele transforma ondas mecânicas em luz, respondendo diretamente às vibrações do ultrassom.

A cerâmica é reduzida a um pó muito fino, com partículas nas dimensões micrométrica e nanométrica, permitindo sua circulação pelo corpo.

Aplicações práticas e futuras da técnica

A técnica já foi utilizada para controlar o comportamento de animais de laboratório, usando apenas luz para controlar neurônios em seus cérebros, demonstrando seu potencial em neurociência.

Potenciais aplicações médicas

  • Tratamentos não invasivos de condições neurológicas, onde a manipulação precisa de sinais neurais é essencial
  • Melhoria de terapias fotodinâmicas para câncer, aumentando sua eficácia e reduzindo efeitos colaterais

A fonte não detalhou datas específicas para aplicações clínicas em humanos, mas o progresso sugere um futuro promissor. Com isso, a medicina avança em direção a intervenções mais seguras e direcionadas.

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