TIM recompra ações em programa de até R$ 1 bilhão
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A TIM (TIMS3) aprovou um novo programa de recompra de ações que pode movimentar até R$ 1 bilhão. A decisão, tomada pelo Conselho de Administração, ocorre em um momento em que os papéis são negociados abaixo do valor intrínseco, segundo a empresa. O programa prevê a aquisição de até 55,2 milhões de ações ordinárias, o equivalente a cerca de 2,31% dos papéis em circulação no mercado.

O que é um programa de recompra?

Em um programa de recompra, a companhia adquire seus próprios papéis no mercado, reduzindo o número de ações em circulação. Com isso, a participação de cada acionista existente aumenta proporcionalmente, o que tende a elevar o lucro por ação e os indicadores de rentabilidade. A prática é comum entre empresas que geram caixa de forma consistente e buscam devolver valor aos sócios. No caso da TIM, a nova autorização se soma a um plano anterior que já havia sido concluído. Esse tipo de operação exige aprovação do Conselho de Administração e segue as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os detalhes do novo plano, incluindo valores e prazos, foram apresentados no comunicado.

Detalhes do novo programa da TIM

Valor e prazo

O novo programa terá vigência até 19 de fevereiro de 2028. O valor máximo é de R$ 1 bilhão, e a quantidade de papéis equivale a 55,2 milhões de ações ordinárias.

Destinação das ações

As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria ou ser posteriormente canceladas, conforme decisão da empresa e respeitando as regras do mercado. A TIM reiterou que a iniciativa está alinhada à sua estratégia de alocação eficiente de capital e de criação de valor para os acionistas no longo prazo. A escolha entre manter em tesouraria ou cancelar os títulos dá flexibilidade à companhia para ajustar sua estrutura de capital conforme as necessidades futuras. Esses elementos reforçam a intenção da administração de aproveitar o momento atual do mercado.

Por que a TIM está recomprando ações?

Queda de 30% desde as máximas

A justificativa para a recompra, segundo o comunicado, é que as ações estão sendo negociadas abaixo do valor intrínseco. O valor intrínseco é uma estimativa do preço justo de um ativo com base em projeções de resultados e fluxo de caixa. No ano, o papel acumula queda de 15%; desde as máximas históricas, a desvalorização chega a 30%. Essa desvalorização faz com que a empresa enxergue nos preços atuais uma possibilidade de aplicar recursos em seus próprios títulos. A avaliação interna é que investir na própria companhia pode ser mais rentável do que outras opções de alocação de capital. Com essa visão, a diretoria decidiu acionar o novo programa.

Confiança nos fundamentos do negócio

A administração afirma que a medida reflete confiança nos fundamentos do negócio, na capacidade de geração de caixa e nas perspectivas de crescimento. Na prática, quando uma companhia decide usar recursos para comprar seus próprios papéis, a mensagem costuma ser que ela considera o investimento interno mais atrativo que alternativas externas. Programas como esse são interpretados pelo mercado como uma demonstração de convicção da gestão. Essa percepção tende a influenciar a avaliação de investidores sobre o papel. A companhia já havia utilizado esse instrumento anteriormente, e o comunicado trouxe também o balanço do programa encerrado.

Balanço do programa de recompra anterior

A TIM também informou o encerramento do programa de recompra anterior, iniciado em fevereiro de 2025. Durante a vigência, a companhia adquiriu 46,9 milhões de ações ordinárias, em uma operação que movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão. Desse total, 28,7 milhões de ações foram canceladas em dezembro de 2025, reduzindo o capital social. O saldo restante permanece em tesouraria e poderá receber a destinação que vier a ser definida pela empresa no futuro. Assim, a nova autorização representa uma continuidade da política de gestão de capital.

Efeitos para o acionista e o mercado

Para o acionista que decide permanecer no papel, o benefício é uma espécie de “dividendo indireto”: com menos ações em circulação, cada fatia do bolo representa uma porcentagem maior do lucro e dos proventos futuros. Na outra ponta, porém, há um efeito colateral conhecido: a redução da liquidez. Com menos papéis disponíveis para negociação diária, o volume movimentado na bolsa tende a diminuir, o que pode aumentar a sensibilidade dos preços a ordens de compra e venda mais expressivas. Esse é um trade-off que investidores costumam levar em conta ao avaliar os impactos de um programa de recompra.

Perspectivas e próximos passos

Com a autorização para recomprar até 55,2 milhões de ações, a TIM passa a ter um instrumento adicional de gestão de capital até fevereiro de 2028. A empresa também informou que o programa anterior foi encerrado, com 46,9 milhões de papéis comprados e 28,7 milhões cancelados. O saldo que permanece em tesouraria poderá ser usado conforme a estratégia da companhia.

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