O fundo imobiliário XP CDI CRI, administrado pela XP Allocation Asset Management, aprovou uma nova estrutura de captação que pode somar até R$ 1 bilhão. Assim sendo, a decisão, tomada em 17 de agosto, prevê duas emissões de cotas e diferentes classes de papéis.
Não se trata da primeira vez que o fundo recorre ao mercado. Além disso, segundo o fato relevante, o XP CDI CRI já havia realizado uma emissão de cotas anteriormente. Dessa forma, agora, a gestão autorizou um novo desenho, que será dividido em duas etapas. A fonte não detalhou, porém, o valor e a data exata da oferta passada.
Nova estrutura de captação
Em vez de uma única colocação, o novo plano contempla duas emissões com classes distintas de cotas. Assim sendo, o objetivo é ampliar a flexibilidade para atrair diferentes perfis de investidores.
É importante destacar que a aprovação não equivale a uma captação automática. Ou seja, o montante efetivamente arrecadado depende da quantidade de cotas subscritas pelos investidores. Caso a procura seja menor que o esperado, as sobras poderão ser canceladas, evitando que o fundo fique com papéis não alocados. Contudo, a fonte não detalhou o cronograma para a realização das ofertas.
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Primeira emissão: R$ 900 milhões
Condições das cotas
Na primeira das duas emissões, o limite máximo é de R$ 900 milhões. Para alcançar esse valor, o fundo poderá colocar até 900 mil cotas, distribuídas entre as subclasses A2, A3, A4 e A5. Ademais, todas as cotas são classificadas como seniores, o que confere precedência no recebimento de rendimentos. No entanto, as condições específicas de cada subclasse não foram detalhadas.
O preço de emissão de cada cota é de R$ 1 mil, totalizando o teto da operação. Portanto, esse montante é um limite superior, não uma meta obrigatória.
Mecanismo de cancelamento
Se a demanda for menor, a administradora, a pedido da gestora, poderá cancelar cotas remanescentes. Dessa forma, a primeira etapa pode captar menos que R$ 900 milhões, conforme o apetite do mercado. Consequentemente, o mecanismo garante que o fundo não fique com cotas acima do subscrito, trazendo mais segurança aos investidores.
Público-alvo e canais de negociação
Investidores profissionais
Conforme a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as novas emissões são destinadas exclusivamente a investidores profissionais. Além disso, o público-alvo inclui fundos de investimento administrados ou geridos pela XP Investimentos e pela XP Allocation Asset Management, que também é administradora e gestora do fundo. Todavia, a fonte não detalhou se outros tipos de investidores profissionais poderão participar.
Onde as cotas serão negociadas
A distribuição no mercado primário será feita por meio do MDA, plataforma da B3. Por outro lado, as negociações no mercado secundário ocorrerão no FUNDOS21, também administrado pela bolsa. Após a subscrição, os investidores poderão comprar e vender as cotas em ambiente eletrônico, o que confere liquidez ao papel. No entanto, a fonte não detalhou como funcionará o processo de depósito das cotas no MDA.
Aprovação não garante captação
A aprovação das emissões não assegura que os R$ 1 bilhão serão efetivamente captados. Ou seja, o valor final dependerá do número de cotas subscritas por investidores profissionais. Havendo sobras, elas serão canceladas pela administradora, mediante solicitação da gestora, conforme condições previamente definidas. Ademais, essa regra vale tanto para a primeira quanto para a segunda emissão.
A decisão de 17 de agosto dá o aval para a realização das ofertas, mas o mercado terá a palavra final. Dessa forma, a estrutura em duas emissões permite que o fundo avalie a receptividade em cada etapa e recalibre sua estratégia, se necessário. Em resumo, esse desenho combina ambição de captação com prudência na execução.
Próximos passos
Os próximos passos incluem a definição do cronograma de ofertas e a observação da demanda dos investidores. Assim sendo, com duas emissões, o fundo poderá ajustar a oferta de acordo com a receptividade do mercado. Todavia, a fonte não detalhou as condições específicas da segunda emissão.
Fonte
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