O enigma do tempo na física
Além de tentar integrar a mecânica quântica com a relatividade — duas teorias bem-sucedidas, mas incompatíveis —, os físicos enfrentam outro enigma: o tempo. Em algumas teorias cosmológicas, não existe um relógio interno do Universo. Isso levanta a questão: se não há um tempo imanente, dependemos de um “tempo externo”? O professor Barontini busca responder a essa questão com seu experimento.
Mini-universo de 24 mil átomos
Para investigar o problema, Barontini criou um universo minimalista, um mini-universo, formado por apenas 24.000 átomos de rubídio, mantidos isolados em uma câmara criogênica, próximo ao zero absoluto. A imagem do aparato mostra parte do equipamento usado para aprisionar e resfriar esses átomos, criando uma versão artificial e simplificada do cosmos.
Tempo emerge de mudanças internas
Os resultados do experimento indicam que o tempo emergiu de mudanças que ocorrem dentro do sistema quântico, em vez de existir como algo externo e independente. Isso sugere que, em escalas quânticas, o tempo pode ser uma propriedade emergente, não uma entidade fundamental.
A pesquisa foi publicada no artigo “Testing the problem of time with cold atoms”, de autoria de Giovanni Barontini, na revista Physical Review Research (Vol. 8, L022047, DOI: 10.1103/1h9j-df4k).
