Uma equipe de pesquisadores liderada pelo professor Mingxin Huang, da Universidade de Hong Kong, desenvolveu um novo tipo de aço inoxidável que promete revolucionar a produção de hidrogênio verde. Batizado de 254SMO, o material apresenta resistência à corrosão em potenciais elétricos de até 1700 mV, superando em 70% o limite de aços similares, que é de cerca de 1000 mV. A descoberta foi publicada na revista Materials Today em 19 de maio de 2026, com o DOI 10.1016/j.mattod.2023.07.022.
Estratégia de dupla passivação sequencial
A novidade consiste no uso de uma estratégia de dupla passivação sequencial. Enquanto os aços inoxidáveis convencionais contam com uma única camada protetora de cromo (Cr), a equipe descobriu que uma segunda camada passiva de manganês (Mn) se forma sobre a camada de cromo a partir de cerca de 720 mV. Essa dupla camada impede a corrosão em meios cloretos até o potencial de 1700 mV, ultrapassando o limite termodinâmico da oxidação da água. O manganês é um elemento tipicamente apontado como prejudicial à resistência à corrosão do aço inoxidável, mas, neste caso, mostrou-se benéfico.
Aplicação em eletrolisadores de hidrogênio
O novo aço é perfeito para uso em eletrolisadores que produzem hidrogênio verde diretamente da água do mar. Em um sistema de 10 megawatts, os componentes estruturais desses metais respondem por até 53% do custo total. O superinox 254SMO poderá reduzir o custo do material estrutural em cerca de 40 vezes, tornando a economia do hidrogênio mais viável. A equipe já fabricou o superinox na escala de toneladas em laboratório, demonstrando a possibilidade de produção em larga escala.
Histórico da equipe de pesquisa
A equipe do professor Mingxin Huang já havia criado anteriormente um novo tipo de aço inoxidável que mata os vírus da covid e da gripe apenas pelo contato. Agora, com o 254SMO, eles estabelecem um novo patamar entre todas as ligas anticorrosão à base de cromo. O artigo, assinado por Kaiping Yu, Shihui Feng, Chao Ding, Meng Gu, Peng Yu e Mingxin Huang, detalha os avanços que podem impulsionar a transição energética global.
Fonte
- www.inovacaotecnologica.com.br
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