A Nintendo coleciona histórias curiosas ao longo de mais de 50 anos na indústria dos games. Uma delas envolve um homem que disse “não” para a empresa e, sem querer, mudou a história de Super Mario Bros. Trata-se de Howard Phillips, ex-gerente de produto da Nintendo of America. Foi ele quem decidiu não comercializar a versão original de Super Mario Bros. 2 nos Estados Unidos, abrindo caminho para uma adaptação que se tornaria um clássico.
A decisão de não lançar o original
A sequência do aclamado Super Mario Bros. recebeu duas versões: uma para o Japão e outra para os Estados Unidos. Super Mario Bros. 2 chegou ao Japão em junho de 1986 e foi um sucesso por lá. No entanto, a dificuldade elevada — marcada por cogumelos que complicavam a vida do encanador — levou Arakawa a decidir não comercializar o jogo nos EUA, temendo que a dificuldade excessiva afastasse o público ocidental. Essa recusa deu início a uma série de eventos que mudariam o curso da franquia.
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Uma alternativa vinda de Doki Doki Panic
Para preencher a lacuna, a Nintendo fez um reskin de Doki Doki Panic para criar uma alternativa para Super Mario Bros. 2. Doki Doki Panic foi desenvolvido para um festival da emissora Fuji Television. O jogo original apresentava personagens árabes e uma jogabilidade diferente. Ao transformá-lo em um título do Mario, a Nintendo aproveitou a estrutura já pronta e fez modificações sutis em seus elementos e história. O novo Super Mario Bros. 2 manteve a essência do jogo original.
Personagens que marcaram época
O novo Super Mario Bros. 2 inaugurou personagens como Shy Guy e Birdo, que se tornariam recorrentes na série. Além disso, a mecânica de jogabilidade era diferente: em vez de pular sobre os inimigos, Mario podia pegar objetos e arremessá-los. Essa versão trouxe um frescor à franquia e conquistou os jogadores ocidentais. A decisão de Phillips, embora controversa na época, acabou gerando um dos títulos mais queridos do Nintendinho.
Sucesso comercial e legado
Super Mario Bros. 2 retornou aos EUA em 1988, já na nova roupagem. A nova versão vendeu 7,46 milhões de unidades globalmente, um número expressivo para a época. Com isso, tornou-se o quarto maior sucesso comercial do Nintendinho, atrás apenas de Super Mario Bros., Duck Hunt e Super Mario Bros. 3. O jogo provou que uma adaptação ousada poderia render frutos.
O destino de Howard Phillips
Phillips passou por grandes empresas depois de sua experiência na Nintendo, atuando na LucasArts, THQ e Microsoft Game Studios. Sua trajetória mostra como uma decisão aparentemente simples pode ter impactos duradouros na indústria dos games. Hoje, a história de Super Mario Bros. 2 é lembrada como um exemplo de adaptação criativa e visão de mercado.
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