Lucro da SLC Agrícola dispara 75,3% no 2T26, a R$ 245 mi
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A SLC Agrícola encerrou o segundo trimestre (2T26) com lucro líquido de R$ 245,1 milhões, montante 75,3% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. Ademais, a receita líquida somou R$ 2,18 bilhões, o que representa crescimento de 16,8% na comparação anual. Além disso, o resultado veio acompanhado de margens mais largas e de volumes maiores em algodão, soja, milho e gado, segundo os dados divulgados pela companhia.

Lucro líquido avança 75,3%

O lucro líquido de R$ 245,1 milhões registrado no 2T26 representa um salto de 75,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A receita líquida, por sua vez, alcançou R$ 2,18 bilhões, com alta de 16,8% na base anual. No entanto, o desempenho do lucro veio em ritmo bem superior ao da receita, movimento que será detalhado nas margens do trimestre.

A companhia não detalhou a abertura entre preços e volumes; contudo, o balanço mostra que o resultado bruto também cresceu em percentual maior do que a receita. Dessa forma, o lucro líquido refletiu não apenas o aumento das vendas, mas também a melhora na rentabilidade. Em seguida, os números de margem e de resultado operacional ajudam a explicar essa trajetória.

Enquanto a receita avançou 16,8%, o resultado bruto subiu 43,5% e o lucro líquido cresceu 75,3%. Ou seja, essa diferença de ritmo evidencia que a companhia ampliou a lucratividade em um trimestre de receita maior. Portanto, o desempenho das margens, apresentado a seguir, corrobora essa leitura.

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Margem bruta e operacional sobem

Margem bruta

O resultado bruto totalizou R$ 941,2 milhões, uma expansão de 43,5% ante o 2T25. Dessa forma, a margem bruta passou de 35,2% para 43,3%, um avanço de 8,1 pontos percentuais. Assim sendo, a evolução mostra que a rentabilidade da atividade agrícola aumentou no trimestre.

Margem operacional

No campo operacional, o resultado atingiu R$ 677,4 milhões, alta de 49,4% na comparação anual. Consequentemente, a margem operacional avançou 6,8 pontos percentuais, de 24,3% para 31,1%. Contudo, o movimento ocorreu mesmo com a queda da margem Ebitda ajustada.

Além disso, a margem operacional avançou em ritmo superior ao da margem bruta no trimestre. Enquanto o resultado operacional cresceu 49,4%, o resultado bruto subiu 43,5%. Ou seja, os números mostram que o resultado operacional teve alta percentual maior do que o resultado bruto.

Ebitda e fluxo de caixa

Ebitda ajustado

O Ebitda ajustado ficou em R$ 580,6 milhões, com alta de 4,3% na base anual. A margem Ebitda ajustada, contudo, recuou 3,2 pontos percentuais, passando de 29,9% para 26,7%. Esse movimento ocorreu em um trimestre em que o resultado operacional cresceu 49,4%, o que mostra uma diferença de composição entre os indicadores.

No entanto, a companhia não detalhou os fatores que explicam a diferença de ritmo entre o Ebitda ajustado e o resultado operacional.

Fluxo de caixa livre

Por outro lado, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 805,3 milhões, uma piora de 28,6% na comparação com o saldo negativo de R$ 626,1 milhões do 2T25. O aumento do consumo de caixa ocorreu apesar do avanço do lucro líquido e do Ebitda ajustado.

Ademais, a companhia também não detalhou os componentes do fluxo de caixa no trimestre. O fluxo de caixa livre negativo veio em um trimestre de expansão das vendas e das margens. Assim sendo, os dados de fluxo de caixa contrastam com o desempenho operacional positivo apresentado no 2T26.

Vendas de grãos e gado crescem

As vendas de algodão em pluma totalizaram 93.055 toneladas, alta de 21,9% na comparação anual. Ademais, a soja registrou 568.272 toneladas comercializadas, avanço de 9,8%. Sobretudo, o milho segunda safra apresentou o maior crescimento proporcional entre os grãos: 69,5%, para 103.460 toneladas.

No segmento de pecuária, as vendas de gado subiram 52,3%, para 12.794 cabeças. Além disso, o resultado bruto unitário do gado avançou 19,9%, chegando a R$ 1.225 por cabeça. Portanto, esses números mostram expansão nos volumes comercializados pela companhia.

Em resumo, os volumes comercializados pela SLC Agrícola no 2T26 ficaram assim:

  • Algodão: 93.055 toneladas (alta de 21,9%)
  • Soja: 568.272 toneladas (alta de 9,8%)
  • Milho segunda safra: 103.460 toneladas (alta de 69,5%)
  • Gado: 12.794 cabeças (alta de 52,3%)

Todos os segmentos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. Dessa forma, a expansão das vendas sustentou o aumento da receita líquida no trimestre.

Panorama do 2T26

Portanto, no 2T26, a SLC Agrícola somou lucro líquido de R$ 245,1 milhões, receita líquida de R$ 2,18 bilhões, resultado bruto de R$ 941,2 milhões, resultado operacional de R$ 677,4 milhões e Ebitda ajustado de R$ 580,6 milhões. As margens bruta e operacional avançaram, enquanto a margem Ebitda ajustada recuou. Por outro lado, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 805,3 milhões.

O trimestre foi marcado por alta nas vendas de algodão, soja, milho segunda safra e gado, além de melhora no resultado bruto unitário da pecuária. Contudo, a companhia não detalhou alguns componentes do balanço, como a abertura do fluxo de caixa e as razões para a diferença entre os ritmos do Ebitda e do resultado operacional. No entanto, os dados disponíveis mostram um trimestre de crescimento operacional, mas com consumo de caixa mais intenso.

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