A construtora Cury registrou lucro líquido de R$ 270,5 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, o desempenho veio acompanhado de receita líquida recorde de R$ 1,69 bilhão no trimestre. Contudo, apesar do avanço anual, o lucro caiu 10,7% ante o primeiro trimestre do ano. A companhia atua nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, com foco no mercado imobiliário de baixa renda.
Resultado trimestral e rentabilidade
O lucro líquido de R$ 270,5 milhões representa o resultado positivo da operação no segundo trimestre, mas a comparação com o trimestre imediatamente anterior mostra uma retração de 10,7%. Dessa forma, esse movimento indica um ritmo de expansão menor na passagem do primeiro para o segundo trimestre, ainda que a base anual continue em alta.
Indicadores de rentabilidade
- Margem bruta ajustada: 39,8%, estável ante o 2º trimestre de 2025
- ROE (últimos 12 meses): 73,6%, alta de 3,5 pontos percentuais
Essa combinação mostra uma rentabilidade em patamar robusto. A despeito da pequena queda trimestral no lucro, a base de comparação anual segue positiva. Além disso, os números reforçam a consistência do modelo de negócios voltado para empreendimentos de baixa renda. Sobretudo, o balanço reúne indicadores relevantes para o mercado e para o investidor.
Portanto, o bom nível de rentabilidade foi acompanhado por avanço na geração de caixa, um dos destaques do balanço.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
Caixa forte e semestre positivo
Geração de caixa
- 2º trimestre: R$ 144,9 milhões, alta de 40,2% em um ano
- 1º semestre: R$ 238,2 milhões, avanço de 84,5%
Esse foi o 29º trimestre consecutivo de caixa positivo, o que demonstra previsibilidade na conversão de vendas em recursos disponíveis. O resultado semestral confirma a tendência de melhora na capacidade de financiamento da operação. Além disso, a geração de caixa é um termômetro importante para empresas do setor imobiliário, pois indica a capacidade de honrar compromissos e investir sem depender de novas dívidas. No caso da Cury, o indicador permaneceu positivo por 29 trimestres seguidos, um sinal de disciplina financeira. Consequentemente, a alta no semestre foi superior à do trimestre, evidenciando consistência na gestão financeira.
Por outro lado, na área comercial, o desempenho trouxe um quadro misto.
Vendas e ticket médio em foco
As vendas líquidas somaram R$ 2,05 bilhões em VGV no trimestre, queda de 9,5% ante o segundo trimestre de 2025. Além disso, a velocidade de vendas líquida (VSO) recuou de 47,5% para 40,5%, o que mostra que a comercialização das unidades disponíveis ficou mais lenta na comparação anual. Por outro lado, o preço médio das unidades vendidas subiu 6,9%, chegando a R$ 331 mil.
Destaques de vendas
- VGV líquido: R$ 2,05 bilhões (queda de 9,5% a/a)
- VSO: 40,5% (vs. 47,5% no 2T25)
- Preço médio: R$ 331 mil (alta de 6,9% a/a)
- Vendas de imóveis até R$ 600 mil: 95,8% do total
De fato, 95,8% das vendas no trimestre tiveram preço unitário de até R$ 600 mil, o que confirma a concentração no público de baixa renda. Mesmo com a queda no total vendido, a participação desses imóveis permaneceu alta. Contudo, a redução da VSO, por sua vez, não foi acompanhada de explicações adicionais pela companhia na divulgação do resultado.
Apesar da queda no volume de vendas, os lançamentos seguiram aquecidos.
Lançamentos e banco de terrenos
Lançamentos
- 11 empreendimentos lançados: 8 em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro
- VGV de lançamentos: R$ 2,26 bilhões (alta de 1,4% a/a)
- Preço médio das unidades lançadas: R$ 344,6 mil (crescimento de 2% a/a)
Banco de terrenos
O banco de terrenos alcançou R$ 26,1 bilhões em VGV, alta de 23,6% em 12 meses. Esse estoque é usado pela companhia para planejar novos empreendimentos. Ademais, a ampliação do banco de terrenos ocorre em linha com o aumento da produção, que foi de 41,8% no trimestre.
Assim sendo, para dar conta do ritmo de lançamentos, a produção foi acelerada.
Produção e perspectivas
A companhia encerrou o trimestre com 5.737 unidades produzidas, aumento de 41,8% ante o segundo trimestre de 2025. Dessa forma, esse incremento na produção indica um esforço para repor estoques e preparar entregas futuras. No segundo trimestre, a combinação de lucro maior, receita recorde e caixa positivo pelo 29º período seguido reforça a saúde financeira da construtora. Contudo, resta saber se o ritmo de vendas acompanhará o aumento da oferta nos próximos balanços.
Fonte
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