Selic a 15%: como Ibovespa, juros e dólar reagem ao Copom
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (10), manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão foi unânime entre os membros do colegiado.

Esta é a quarta manutenção consecutiva do patamar de juros básicos da economia brasileira. Com isso, a Selic permanece no maior nível desde meados de 2006.

Contexto da decisão do Copom

O comunicado do Copom manteve o tom duro (hawkish) da decisão anterior, ocorrida em novembro. Esse posicionamento indica cautela em relação ao processo de desinflação.

O comitê evitou sinalizar cortes imediatos na taxa básica de juros. A postura reforça o compromisso com a estabilidade de preços, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Reação imediata dos mercados

Índice EWZ e volatilidade

Logo após a divulgação do comunicado, o índice EWZ subiu 0,81%. Esse movimento refletiu uma reação positiva do mercado internacional à manutenção da taxa.

No entanto, ao final do pregão, o EWZ encerrou com ganho mais modesto de 0,09%, cotado a US$ 32,77. Esse comportamento mostra volatilidade típica em dias de decisões importantes.

Ibovespa e dólar

No mercado doméstico, o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,69%, aos 159.074,97 pontos. A valorização sugere que investidores locais receberam bem a decisão.

Por outro lado, o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,4686, com alta de 0,60%. A moeda norte-americana se fortaleceu frente ao real.

Expectativas para os juros futuros

Os juros futuros de curto prazo devem começar o dia em alta. A expectativa é de nova manutenção da Selic em janeiro, alinhada com o tom conservador do Copom.

Para a equipe de macroeconomia da Warren, o mercado seguirá dividido entre janeiro e março para o início do ciclo de cortes. A indefinição contribui para a volatilidade nos contratos de juros.

Análise dos especialistas

Posicionamentos estratégicos

  • Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, destaca a manutenção do tom duro do Copom como fator crucial para expectativas.
  • Rodrigo Marques, sócio e economista-chefe da Nest Asset Management, acompanha de perto os desdobramentos da decisão.
  • A equipe da Warren avalia que a expectativa de corte apenas em março pode resultar em movimento de “flattening” da curva de juros.

Perspectivas para os próximos meses

Divisão no mercado

Marcelo Bolzan, planejador financeiro e sócio da The Hill Capital, e Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, analisam os impactos.

A divisão no mercado sobre o início do ciclo de cortes – entre janeiro e março – deve manter os ativos financeiros sob atenção.

Influência na economia

A Selic em 15% continua a influenciar decisões de investimento e o custo do crédito na economia. O próximo encontro do Copom será fundamental para definir os rumos da política monetária em 2024.

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