UE aprova sanções contra colonos israelitas com apoio da Hungria
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União Europeia aprova sanções contra colonos israelitas

A União Europeia (UE) aprovou, na segunda-feira (11 de maio de 2026), sanções contra colonos israelitas acusados de violência contra palestinos na Cisjordânia. A medida contou com o apoio do novo governo da Hungria, que até então se opunha a ações semelhantes.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, anunciou a decisão em uma postagem na rede social X. As sanções incluem congelamento de bens e proibição de viagem, e também atingirão membros do Hamas — classificado como organização terrorista pela UE.

Condição para consenso: inclusão do Hamas

Kallas detalhou que as medidas também terão como alvo integrantes do Hamas, uma condição exigida por alguns Estados-membros para apoiar as sanções. Essa inclusão foi crucial para obter consenso entre os países do bloco.

De acordo com o direito internacional, todos os assentamentos israelenses são considerados ilegais. O Tribunal Internacional de Justiça descreve a “presença contínua do Estado de Israel no Território Palestino Ocupado” como “ilegal”. A decisão da UE se baseia nesse entendimento jurídico.

Medidas recentes de Israel na Cisjordânia

Israel adotou recentemente medidas para reforçar seu controle sobre a Cisjordânia, incluindo alterações no direito de propriedade, planejamento e licenciamento. Essas ações contrariam os acordos de paz de Oslo de 1993.

A UE considera que tais medidas agravam a situação e justificam a resposta do bloco. No entanto, muitas dessas sanções exigem unanimidade ou maioria qualificada entre os Estados-membros, o que torna o processo de aprovação complexo.

Passo incremental em meio a pressões

Sancionar colonos violentos representa um avanço limitado, diante dos apelos de países como Espanha, Irlanda e Eslovênia para cortar laços econômicos com Israel devido a supostos crimes de guerra no Líbano e na Palestina. Esses países pressionam por medidas mais duras, como a suspensão do acordo de associação com Israel ou sanções contra ministros de extrema-direita, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich.

No entanto, medidas mais amplas exigiriam apoio unânime ou de maioria qualificada, o que Alemanha e Itália não estão dispostas a dar. Assim, as sanções atuais representam um passo possível dentro das limitações políticas do bloco.

Reação de Israel

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, reagiu à aprovação das sanções, classificando-as como “arbitrárias” por atingirem cidadãos israelenses “devido às suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento”.

“Israel tem defendido, defende e continuará a defender o direito dos judeus a viverem no coração da nossa pátria”, escreveu Sa’ar. “Nenhum outro povo no mundo tem um direito documentado e de longa data à sua terra, como o povo judeu tem à Terra de Israel.”

A declaração reflete a posição do governo israelense, que rejeita as sanções e reafirma sua política de colonização. A UE, por sua vez, sustenta que as medidas são necessárias para conter a violência e promover a paz na região.

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