Reator solar converte plástico em hidrogênio limpo
Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram um reator solar que recicla plásticos e produz hidrogênio limpo ao mesmo tempo. O protótipo, com painéis de cerca de um metro quadrado, foi apresentado em 1º de julho de 2026 pela Redação do Site Inovação Tecnológica. Ele usa luz e calor do Sol para transformar resíduos plásticos em hidrogênio puro e produtos químicos de alto valor agregado. O dispositivo representa um passo crucial para a fabricação industrial.
Como funciona o reator solar
Diferente de um painel solar comum, que gera eletricidade, o reator induz uma reação química. Ele converte resíduos plásticos em compostos químicos e, simultaneamente, quebra moléculas de água para liberar hidrogênio puro. O processo é direto: a energia solar alimenta a reação, sem necessidade de fontes externas de energia.
O conceito foi desenvolvido ao longo de vários anos pela equipe de Ariffin Annuar e colegas. Inicialmente, eles criaram uma “folha artificial” produtora de hidrogênio, mas apenas em escala de laboratório. O protótipo atual é uma ampliação desse conceito, agora em escala quase comercial.
Benefícios da reciclagem solar
Reciclar plásticos já é uma medida positiva, embora ainda largamente não resolvida. A reciclagem convencional enfrenta desafios de custo e eficiência. Usar energia solar diretamente para reciclar plástico combina a redução de resíduos com a produção de um combustível limpo.
O hidrogênio gerado pode ser usado como combustível ou matéria-prima industrial, enquanto os produtos químicos obtidos têm alto valor agregado. Isso torna o processo economicamente atraente, além de ambientalmente benéfico.
Próximos passos
O protótipo com painéis de aproximadamente um metro quadrado já demonstra a viabilidade técnica da tecnologia. A equipe agora trabalha para escalar o sistema para a produção industrial. Embora a fonte não tenha detalhado prazos para comercialização, o avanço representa um marco importante na busca por soluções sustentáveis para a crise do plástico e a demanda por energia limpa.
Fonte
- www.inovacaotecnologica.com.br
- Seguir no Google Notícias (news.google.com)