Quaest DF: Celina tem 53% e Grass 33% no 2º turno
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A disputa pelo governo do Distrito Federal entra na reta final com um cenário de vantagem para a candidata Celina Leão (PP). De acordo com pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (12), a atual vice-governadora registra 53% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto o deputado federal Leandro Grass (PT) aparece com 33%. O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de outubro, com 1.104 entrevistados de 16 anos ou mais, e tem nível de confiança de 95%.

O cenário reflete a consolidação de uma tendência já observada no primeiro turno, quando Celina Leão obteve 49,93% dos votos válidos, com 825.530 votos, e Grass alcançou 34,47%, com 569.930 votos. A nova rodada da Quaest, encomendada pela Globo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-08737/2026, reforça a dianteira da candidata do PP, mas também indica um eleitorado que, em sua maioria, já definiu o voto.

Vantagem de 20 pontos no cenário estimulado

No cenário estimulado de segundo turno, Celina Leão soma 53% das intenções de voto, contra 33% de Leandro Grass. A diferença de 20 pontos percentuais é superior à margem de erro da pesquisa, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que, mesmo no limite inferior da margem, Celina manteria uma vantagem confortável sobre o adversário.

Os números indicam que a candidata do PP conseguiu ampliar sua base de apoio após o primeiro turno. No dia 4 de outubro, Celina recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos. Já Grass obteve 569.930 votos, ou 34,47% do total. A transferência de votos de candidatos derrotados no primeiro turno, como Ibaneis Rocha (MDB) e Paulo Octávio (PSD), pode ter contribuído para o crescimento de Celina, embora a Quaest não detalhe a origem desses votos.

A pesquisa também revela que 88% dos eleitores entrevistados afirmam que a escolha do candidato é definitiva, enquanto 12% dizem que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição. Esse índice de consolidação é alto e sugere que a margem para virada de Grass é estreita, embora não impossível.

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Eleitorado consolidado e margem estreita para virada

O percentual de eleitores que consideram o voto definitivo é um dos principais indicadores de estabilidade da disputa. Com 88% de convicção, a tendência é que o cenário captado pela Quaest se mantenha até o dia 25 de outubro, data do segundo turno. Os 12% de indecisos ou propensos a mudar representam uma fatia pequena do eleitorado, mas em uma eleição com diferença de 20 pontos, seria necessário um movimento atípico para reverter o quadro.

Para efeito de comparação, em eleições anteriores no Distrito Federal, pesquisas realizadas a menos de duas semanas do segundo turno mostraram índices de consolidação semelhantes, e o resultado final confirmou a tendência apontada. No entanto, a Quaest não fornece série histórica para esta disputa, e a fonte não detalhou se houve variação em relação a levantamentos anteriores.

O segundo turno no DF ocorrerá em 25 de outubro, mesma data em que os eleitores de todo o país escolherão o próximo presidente da República, na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A coincidência de datas pode influenciar o comparecimento e a dinâmica da campanha local, mas a Quaest não mediu o impacto dessa variável.

Perfil dos entrevistados e metodologia

A pesquisa Quaest ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de outubro. O levantamento foi encomendado pela Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-08737/2026. O nível de confiança é de 95%, o que significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais.

A amostra é representativa do eleitorado do Distrito Federal, considerando variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. A Quaest não divulgou a distribuição detalhada dos entrevistados por perfil, mas o registro na Justiça Eleitoral garante a transparência metodológica. A fonte não detalhou se houve ponderação por região administrativa ou por intenção de voto no primeiro turno.

É importante destacar que pesquisas eleitorais são um retrato do momento e não devem ser interpretadas como previsão definitiva. O cenário pode mudar até o dia da votação, especialmente em um contexto de campanha intensa e com debates ainda por acontecer. A Quaest não informou se haverá novas rodadas antes do segundo turno.

Reações das campanhas e próximos passos

Até o momento, as campanhas de Celina Leão e Leandro Grass não se manifestaram publicamente sobre os números da Quaest. A reportagem tentou contato com as assessorias, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A fonte não detalhou se os candidatos pretendem comentar o levantamento em suas redes sociais ou em eventos de campanha.

Com a vantagem apontada pela pesquisa, a tendência é que a campanha de Celina Leão adote uma postura mais defensiva, focada em manter a base e evitar erros. Já a campanha de Grass deve intensificar a busca por votos entre os indecisos e entre eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno. A estratégia de ambos, no entanto, não foi revelada publicamente.

O segundo turno no Distrito Federal terá ainda debates entre os candidatos, mas as datas e formatos não foram confirmados pelas campanhas ou pela Justiça Eleitoral. A expectativa é que os encontros possam influenciar os 12% de eleitores que ainda admitem mudar o voto. A Quaest não mediu o impacto potencial dos debates.

Contexto da eleição no DF

O Distrito Federal vive uma eleição atípica, com a polarização nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula da Silva refletindo-se também na disputa local. Celina Leão, do PP, é aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador Ibaneis Rocha, enquanto Leandro Grass, do PT, tem o apoio do presidente Lula. A pesquisa Quaest não mediu a influência da eleição presidencial na escolha para governador, mas o cenário de segundo turno simultâneo pode gerar transferência de votos.

No primeiro turno, Celina Leão obteve 49,93% dos votos válidos, ficando a menos de um ponto percentual de vencer já no dia 4 de outubro. Grass, com 34,47%, garantiu a segunda vaga no segundo turno. A diferença de 15,46 pontos percentuais no primeiro turno se ampliou para 20 pontos no cenário atual, segundo a Quaest.

A eleição para governador do DF é decidida em segundo turno desde 1998, quando a capital passou a eleger seu chefe do Executivo local. Em todas as ocasiões, o candidato que venceu o primeiro turno levou a eleição no segundo. A Quaest não comentou esse histórico, mas os números atuais seguem a tendência.

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