Pesquisas eleitorais diárias movem mercados no pós-feriado
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Após o feriado da segunda-feira (12), os mercados financeiros retomam as atividades com uma agenda carregada de pesquisas eleitorais. Estão previstos 14 levantamentos nacionais na semana, sendo que a terça-feira já traz quatro deles. O noticiário político deve dividir as atenções com indicadores econômicos e o cenário internacional.

Semana começa com quatro pesquisas na terça

A terça-feira concentra quatro levantamentos de intenção de voto para a corrida presidencial. Esses números podem influenciar o humor dos investidores, que buscam sinais sobre o rumo da política econômica. A fonte não detalhou quais institutos divulgarão os resultados. A expectativa é de que os dados movimentem os negócios já na abertura.

Bolsa vive euforia antes do feriado

O último pregão antes da pausa foi marcado por forte otimismo. O Ibovespa subiu 1,38% na sexta-feira (9), a 209.066,90 pontos, maior fechamento da história. O índice acumula alta de 12,20% em outubro e 29,75% no ano. Além disso, o dólar comercial recuou 0,79%, a R$ 4,985, voltando a ficar abaixo dos R$ 5.

Esse movimento reflete a entrada de capital estrangeiro. Após o primeiro turno, cerca de R$ 10 bilhões de investidores estrangeiros já voltaram para a bolsa. A melhora no apetite por risco local contrasta com as incertezas globais, mas sustenta a trajetória positiva dos ativos brasileiros.

Projeções otimistas para o Ibovespa

Instituições financeiras enxergam espaço para novos ganhos. O UBS Global Wealth Management vê potencial de valorização superior a 30% do Ibovespa. Já o Itaú BBA estima que o indicador pode alcançar até 246 mil pontos em um cenário de maior convergência fiscal, contra 206 mil no cenário-base. Essas projeções dependem, em parte, do desfecho eleitoral e da política econômica futura.

Inflação acima do teto preocupa

O dado de inflação divulgado recentemente não foi trivial. O IPCA de setembro subiu 0,82%, acima da mediana de 0,76% projetada pela Bloomberg. Com isso, o acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, ultrapassando o teto da meta. Esse resultado pode limitar o espaço para cortes adicionais na taxa Selic, influenciando as decisões de investimento.

Tesouro aproveita janela de juros baixos

Na agenda da semana também constam leilões de títulos do Tesouro Nacional. Na quinta-feira (8), o órgão realizou a maior venda de papéis prefixados em seis anos, aproveitando o momento favorável de queda de juros. A demanda por títulos públicos reflete a confiança dos investidores na trajetória da dívida e na política monetária.

Exterior exige cautela com inflação americana

No exterior, o cenário pede prudência. A inflação americana de setembro, medida pelo CPI, é o principal dado da semana e será divulgada na quarta-feira (14). O resultado pode alterar as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. Atualmente, o CME FedWatch indica probabilidade superior a 80% de o banco central americano manter as taxas de juros.

Enquanto isso, o rendimento dos Treasuries de 10 anos superou 5,3% pela primeira vez desde 2002. Esse movimento ocorre em meio a preocupações com inflação pressionada e aceleração das emissões de dívida, tanto do governo quanto de empresas de tecnologia. A alta dos juros americanos tende a fortalecer o dólar globalmente e pode reduzir o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil.

Pesquisas eleitorais no radar dos investidores

Com 14 pesquisas nacionais previstas, os investidores terão material diário para avaliar o cenário político. Cada divulgação pode gerar volatilidade nos preços dos ativos, especialmente se houver mudanças significativas nas intenções de voto. A proximidade do segundo turno aumenta a sensibilidade do mercado a esses números. A fonte não detalhou os institutos responsáveis nem as datas exatas de cada levantamento.

O comportamento dos mercados no pós-feriado dependerá da combinação entre os dados eleitorais, a inflação americana e os leilões do Tesouro. A euforia recente pode ser testada por qualquer sinal de incerteza fiscal ou externa. Por ora, o cenário-base ainda favorece a bolsa, mas a cautela é recomendada diante dos riscos.

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